
Para Sanderlei a aposentadoria não foi uma decisão fácil (foto: Divulgação/BMFBovespa )
Sanderlei Claro Parrella correu pela última vez uma prova de 400m de forma competitiva, já que anunciou sua aposentadoria das pistas nessa sexta-feira no Rio de Janeiro, durante o Troféu Brasil de Atletismo. Ele correu a final da distância e ficou em oitavo, resultado que não foi o mais importante, já que apenas quis marcar pontos para seu clube, a BM&F Bovespa.
Sob aplausos dos companheiros e do público presente no Estádio Engenhão, o atleta recebeu muitos abraços e cumprimentos após cruzar a linha de chegada. “A cabeça ainda quer, mas o corpo fica avisando – as dores indicam que está na hora de parar. E não me interessa mesmo competir sem conseguir ser competitivo, revela Sanderlei. Sei que vou sentir falta porque são 20 anos fazendo isso”, completa o meio-fundista que fará 35 anos em outubro.
Único Sul-americano a correr os 400 metros abaixo dos 45 segundos, o principal destaque em sua carreira é a medalha de prata no Mundial de Sevilha, na Espanha, em 1999, conquistada com 44seg29. O Brasil tem muitos atletas talentosos, mas ainda nenhum que treine para correr em nível internacional”, relata o atleta que esteve em sete mundiais (indoor e ao ar livre), a duas Olimpíadas e a dois Pan-americanos.
Ele agora vai se dedicar exclusivamente à carreira de técnico e terá como inspiração Luiz Alberto de Oliveira, com quem treinou por quase toda a carreira, incluindo os quase 10 anos nos Estados Unidos. Atualmente Sanderlei trabalha com três atletas de seu clube: Rafael Fernandes, dos 400m com barreiras, Sheila Jovelina Ferreira e Liliane Fernandes, dos 400 metros rasos.
“Acho que é possível fazer atleta aqui no Brasil, potencial nós temos. O que falta é melhorar a qualidade dos atletas. Quem sabe consigo que algum concretize um sonho que ainda não realizei, finaliza o competidor. Ele ainda correrá mais uma vez, neste domingo (07), durante a final do revezamento 4x400m.
Este texto foi escrito por: Webrun