
O brasileiro Tomas Awad (foto: Donata Lustosa/ www.webrun.com.br)
Direto de Chicago – O domingo amanheceu com frio e fina garoa em Chicago, nos Estados Unidos. Logo no início do dia os termômetros marcavam 4ºC e a sensação térmica era de 1ºC. Porém, isso não foi motivo de desânimo para milhares de corredores que se inscreveram na Maratona de Chicago. A prova reuniu cerca de 40 mil pessoas de 123 países.
A largada da competição foi dada às 8h, horário local, no Grant Park. Mas os primeiros esportistas que começaram a prova foram os cadeirantes. A competição passou por diversos bairros da cidade e durante todo o percurso era possível observar centenas de torcedores espalhados nas ruas. Muitos deles gritavam para cada corredor.
O curioso é que por causa do frio, muitos torcedores assistiram a maratona enrolados em cobertores. A receptividade das pessoas de Chicago é uma marca da Maratona.
Em cada diferente bairro que a prova passava, diferentes apresentações eram feitas para os corredores. Num tradicional bairro mexicano, por exemplo, meninas dançavam com roupas típicas da região.
Enquanto todo esse cenário complementava a prova, os corredores de elite brigavam pelo pódio. No masculino o pelotão, com os principais atletas da prova, se manteve unido até os últimos quilômetros.
A primeira pessoa que cruzou a linha de chegada foi o queniano Robert Cheruiyot no tempo de 2h07min38. Mas para os esportistas, que busacm aa maratona superação e qualidade de vida, cruzar a linha de chegada independente do tempo é o maior prêmio.
O Brasil contou com mais de 400 representantes na competição. Para o brasileiro Tomas Awad a Maratona foi perfeita. Essa é a segunda vez que faço a prova e hoje foi ótimo. O tempo frio não atrapalhou, conta.
Assim como Tomas, a brasileira Ana Emilia Barreto também achou que o frio não atrapalhou seu desempenho. Para dar um charme na sua roupa, ela correu com uma bandana do Brasil enrolada no pescoço. O tempo estava divino e depois que a gente começa a correr esquenta.
O circuito é inteiro plano, cheio de gente te incentivando, lógico que não tem tanta gente quanto na Maratona de Nova York, mas as pessoas aqui são bem animadas, diz a esportista que corre desde 1998 e participou pela primeira vez de Chicago.
Cada atleta que cruzou a linha de chegada recebeu uma medalha da prova, um cobertor térmico para se aquecer, bebida e muita comida. E a atenção dos voluntários foi um dos destaques da competição.
Todos os voluntários, que estavam na chegada na prova, parabenizavam os maratonistas, colocavam a medalha no pescoço de cada um e não mediam esforços para agradar cada corredor, independente da idade e nacionalidade.
Até crianças trabalharam como voluntárias. Segundo os organizadores, cerca de 10 mil pessoas se inscreveram para trabalhar gratuitamente.
Números de Chicago – Para organizar uma prova como a Maratona de Chicago é preciso de muitas pessoas e suprimentos, por isso os números da prova são grandes.
Ao todo foram distribuídas 50 mil bananas, 40 mil energéticos em gel, mais de um milhão de garrafinhas de água, entre outros. Para o suporte da prova havia 500 médicos, 225 massagistas, três helicópteros, 20 bandas para animar a prova e sete equipes de torcida.
Este texto foi escrito por: Donata Lustosa