
Rumokol é a nova recordista do percurso paulistano (foto: Paulo Gomes/ www.webrun.com.br)
Direto de São Paulo– Enquanto o Brasil conquistou o lugar mais alto do pódio na categoria masculina com Solonei Rocha da Silva, entre as mulheres a 18ª Maratona de São Paulo teve domínio africano. Quenianas e etíopes dividiram as quatro primeiras posições, com quebra de recorde, e Marily dos Santos ficou com a quinta colocação.
Com largada às 7h50 deste domingo, 17 de junho, a prova da elite feminina na Maratona de São Paulo foi disputada. A temperatura em torno de 16 °C no início da corrida prometia bons tempos, e foi o que aconteceu.
Duas maratonistas correram abaixo do recorde do percurso, estabelecido pela marroquina Samira Raif na última edição, com 2h36min01. A queniana Rumokol Chepkanan, da equipe brasileira Luasa, fez incríveis 2h31min31.
Dupla africana– Rumokol não liderou de início, mas sempre esteve no pelotão de frente, que com 45 minutos de prova era liderado por Dorcas Kiptarus, também do Quênia, e composto majoritariamente por atletas do leste da África. Passada metade da prova, na região da USP, apenas duas corredoras seguiram na frente, Rumokol e a etíope Adugna Dibaba.
A partir do quilômetro 37, Dibaba não conseguiu mais acompanhar a queniana e ficou para trás. Tive de ir no meu ritmo nos quiômetros finais, é uma prova difícil, assume a etíope, que disputou a segunda maratona de sua carreira e completou em 2h34min58.
A recordista Rumokol gostou da disputa com Dibaba. Nunca tinha competido contra etíopes, é muito legal, conta, acrescentando que gostou do clima paulistano neste domingo. Melhor do que no ano passado, relembra.
Mais África– Nancy Jepskogei Kipron, da MMC, outra equipe brasileira de africanos, ficou em terceiro lugar, seguida da etíope Adimas Kasahum. Não foi tão bom, esperava ir melhor do que no ano passado, lamenta Nancy.
No final aumentou a umidade e o calor, senti dificuldades nos túneis também. Não pude forçar, tive que ir no meu ritmo, complementa. Adimas, por sua vez, estreou na distância e está satisfeita com a quinta colocação. Foi um tempo muito bom para mim, comemora.
Brasil em quinto– Marily dos Santos ganhou duas posições do quilômetro 39 até o final da Maratona, garantindo lugar no pódio. É difícil com esse rebanho de quenianas e etíopes, diz a primeira colocada brasileira na prova. Eu vinha em sétima e elas queriam forrar o pódio, mas não é assim! Nem que seja a beiradinha, tem que dar para uma brasileira, brinca a alagoana.
Agora o treinador (Gilmário Mendes) me dá um descanso para ficar uma semana andando de burrico na minha chácara, pescando e visitando minha mãe em Alagoas. Depois volto a treinar porque tem mais competição por aí, encerra a fundista.
Confira a classificação da categoria feminina da Maratona de São Paulo:
Este texto foi escrito por: Paulo Gomes