Rosalia Guarisch encara o Red Bull Kirimbawa na Amazônia

Redação Webrun | Corrida de Montanha · 29 nov, 2013

A brasileira Rosalia Guarisch está acostumada a encarar provas de montanha, principalmente as de longa distância, mas no próximo dia sete terá pela frente um desafio inédito: encarar 50 quilômetros em meio à Floresta Amazônica durante o Red Bull Kirimbawa. A carioca não se assusta com a distância, mas diz que está ansiosa em correr num cenário diferente do que está habituada e num local que tem a cara do Brasil.

Rosália disputará 50 quilômetros de Floresta Amazônica, novidade para o currículo da atleta. Foto: Rafaela Castilho/ Webrun Rosália disputará 50 quilômetros de Floresta Amazônica, novidade para o currículo da atleta. Foto: Rafaela Castilho/ Webrun

“Não conheço a região e estou muito empolgada em competir por lá. Até porque confio muito na organização da X3M, pois as provas que participo deles são sempre as com percurso melhor marcado e com uma ótima estrutura para nós”, relata Rosalia. “É muito bom também ter a oportunidade de participar de um evento da Red Bull, que sempre busca fazer eventos diferenciados, ainda mais numa região exótica e bem nacional”.

Ao todo são 90 participantes, divididos em equipes de três pessoas, que terão pela frente 50 quilômetros de corrida, 104 de mountain bike e mais 50 de canoagem contra a correnteza. “Os times serão sorteados na hora e estou super animada, porque adoro essas surpresas. É bem interessante ter a oportunidade de competir junto com pessoas que não conhecemos”, enfatiza a corredora, que escreve no no blog Vai Correndo. “O mercado de trail running no Brasil é pequeno, então é ótimo conhecer pessoas completamente diferentes das que estamos acostumados a encontrar nas provas”.

Todos terão que passar uma noite na selva, dormindo na tribo indígena Inhaã-bé, antes de se deparar com os desafios da maior floresta tropical do mundo, começando pelo calor e alta umidade. “Mudei os horários de treino, saindo para rodar no pior horário debaixo de um sol muito forte. E também me acostumei a beber mais água para encarar a umidade”, conta. “Mudei também algumas coisas na alimentação e hidratação e fiz testes com alguns isotônicos diferentes”.

Segundo os organizadores, uma parte da prova será realizada no “quadrado maldito”, onde acontecem diversos treinamentos do Exército Brasileiro, reduto de animais típicos da Amazônia. “O ponto de encontro do pessoal de mountain bike com o de canoagem será num dos locais com mais onças por metro quadrado”.

Num evento como esse não poderiam faltar histórias e lendas do povo local, que parecem já contagiar os atletas. “Dizem que existe um peixe muito perigoso por lá, venenoso ao extremo. Então ninguém pode correr o risco de tombar o caiaque”.

Este texto foi escrito por: Alexandre Koda

Redação Webrun

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