
Michele foi a sexta colocada em Viena (foto: Wolfgang H. Wögerer/ Licença Creative Commons)
O queniano Henry Sugut venceu pela terceira vez consecutiva a Maratona de Viena. Durante os trinta anos da corrida, essa foi a segunda vez que um atleta venceu por três anos seguidos os 42 quilômetros austríacos. A primeira vez que isso aconteceu foi de em 1985, 1986 e 1987 quando o local Gerhard Hartmann foi imbatível por três vezes consecutivas.
Sugut não era o principal nome do field masculino. Seu conterrâneo Jafred Kipchumba, cujo melhor tempo na carreira é de 2h05min48, despontava como o grande favorito na linha de chegada.
Porém, quando o pelotão de elite alcançou a marca de 21 quilômetros, Kipchumba já tinha ficado para trás e de longe viu onze postulantes à medalha de ouro cruzaram metade do percurso com o tempo de 64min05. Esse grupo se manteve até a marca de 30 quilômetros, quando o até então bicampeão começou a imprimir um ritmo mais intenso.
Somente entre os quilômetros 36 e 37 que Sugut percebeu que precisaria fazer alguma coisa diferente para alcançar mais um ouro vienense. Os outros pareciam fortes, então eu pensei: eu preciso colocar mais energia para ganhar isso, disse o queniano, que considerou o clima um pouco quente para tempos mais baixos.
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| Hery Sugut (ao centro) se tornou o segundo tricampeão consecutivo de Viena Foto: GuentherZ/ Licença Creative Commons |
Brasileira no pódio– No momento em que o field feminino partiu para completar os 42 quilômetros a temperatura nas ruas de Viena era amena. De acordo com os termômetros oficiais, os 12°C fizeram com que as etíopes, favoritas ao título, forçassem o pace logo no início da prova.
Apesar de favoritas, as etíopes não resistiram ao forte ritmo imposto pela queniana Flomena Cheyech, que conseguiu realizar uma corrida de recuperação a partir do quilômetro 27. Com o tempo final de 2h24min34, a queniana marcou o terceiro tempo mais rápido do percurso em sua categoria.
O destaque brasileiro aconteceu com Cruz Nonata e Michele Chagas, que terminaram em quinto e sexto, respectivamente. Apesar das boas colocações, nenhuma das duas fundistas conseguiu bater o índice da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) para o Mundial de Moscou.
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| Cruz Nonata foi a quinta colocada, mas não conseguiu marca para o Mundial de Moscou Foto: Wolfgang H. Wögerer/ Licença Creative Commons |
A CBAt estipulou como meta 2h28min50 e Cruz terminou a Maratona de Viena em 2h35min48. Já Michele completou o percurso em 2h38min59.
Confira o resultado da Maratona de Viena 2013:
Masculino
Feminino
Este texto foi escrito por: Webrun

