
Maratona: número de participantes é crescente (foto: Renato Cukier Arquivo WebRun)
Virou moda correr maratona. Mas sem uma preparação adequada, a pessoa pode colocar a saúde em risco. O principal objetivo do treinamento, é preparar o indivíduo para completar o desafio com saúde suficiente para poder contar aos amigos e familiares a conquista de sua façanha pessoal.
Participar de distâncias menores é importante para adquirir velocidade, resistência e, principalmente, experiência e volume de treino. Mas, antes de colocar os tênis nos pés e sair correndo por aí, tenha plena certeza de que não há nada de errado com a sua saúde.
Quais os princípios básicos que o atleta amador deve ter em mente ao iniciar a preparação para a Maratona de São Paulo?
- O principal objetivo é completar com saúde os 42.195 metros, e não se transformar em um atleta de elite.
- Ter uma base mínima de pelo menos dois anos de treinos com regularidade de quatro ou cinco vezes por semana, em algum tipo de atividade aeróbia como natação, ciclismo ou mesmo corrida. Lembramos que os atletas profissionais adquirem uma base de pelo menos dez anos de treinos especializando-se e competindo em distâncias inferiores como 5 km, 10 km e 21 km (meia-maratona) antes de partirem para os 42 km.
- Ter idade mínima de 25 anos, que é quando o organismo está praticamente formado (ossos, tendões, coração)
- Estar com o peso ideal para evitar riscos de contusões.
- É preciso respeitar seus limites e fazer sempre alongamentos específicos antes e após os treinos.
- O ideal também é ter quatro pares de tênis para poder revezá-los. “O maior índice de contusões é devido ao uso incorreto dos tênis”. “Não insista em usar aquele velho e malhado calçado”.
- Se possível, adquira um medidor de freqüência cardíaca para monitorar os batimentos do seu coração durante o esforço e não correr o risco de ultrapassar seus limites.
A importância dos exames médicos para correr seguro:
Hemograma completo (mais glicose, ferritina, ácido úrico, colesterol e frações, urina tipo 1 e parasitológicos): serve também para diagnosticar casos de colesterol alto, diabetes, anemias e outros problemas que precisem ser tratados antes de se submeter a qualquer esforço físico.
Teste de esforço (também chamado de potência aeróbia ou ergoespirométrico): realizado em esteira ou bicicleta ergométricas, vai detectar se existe ou não alguma anomalia cardíaca durante o esforço físico e também vai indicar qual seu atual nível de condicionamento.
Check-up dentário: Ao se submeter ao programa de treinamento, você vai estar utilizando todas as suas reservas. Sendo assim, qualquer tipo de infecção, por menor que seja, pode ter seu quadro agravado.
Avaliação nutricional: Checar os hábitos alimentares e adequá-los às novas necessidades calóricas impostas pela carga e volume de treinamento são providências mais do que bem-vindas. Além disso, se você estiver com um índice de gordura mais alto do que o normal para a prática da corrida, é importante seguir uma dieta.
Avaliação ortopédica: Dor ciática, anormalidades na coluna, obesidade, má postura, lesões antigas nos meniscos ou nos ligamentos ou até mesmo um formigamento são algumas pistas que podem levar o ortopedista a detectar problemas que podem se agravar quando colocados à prova.
Portanto, lembre-së:
“O que faz uma pessoa parar na maratona não é a distância que ela irá percorrer, e sim o ritmo que ela aplicar.”
“Completar uma maratona exige muito esforço físico e mental e mesmo os profissionais precisam ter disciplina, força de vontade e muita determinação”.
A oitava edição da Maratona Internacional de São Paulo será realizada no dia 14 de julho, com largada as 8 horas da manhã na Praça Charles Muller, defronte ao estádio do Pacaembú.
Este texto foi escrito por: Wanderlei de Oliveira