Policiais do Bope usam corrida como projeto social nas favelas do Rio

Redação Webrun | Corridas de Rua · 11 dez, 2012

Rafael e Dantas estão em ritmo de preparação para o Cruce (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
Rafael e Dantas estão em ritmo de preparação para o Cruce (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)

O Bope, Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro, tem usado a corrida como um agente de socialização das favelas da cidade e a inclusão social dos moradores. O objetivo é mostrar que, além de subir os morros com as armas em punho atrás dos bandidos, o grupamento também se preocupa em entender as necessidades das comunidades e ajudar sempre que possível.

“O Rio de Janeiro estava passando por um quadro triste e terrível, mas estamos aproveitando uma luz no fim do túnel para ter uma cidade melhor”, explica Sérgio Dantas. “Quando pacificamos uma comunidade aproveitamos para entrar com outras ações. Adotamos atletas para a nossa equipe de corrida e, sempre que possível, procuramos parceiros que forneçam uma ajuda com material esportivo e treinamento, por exemplo”.

Segundo Rafael Sodré atualmente existem 15 policias que participam do grupo de corrida e ajudam no treinamento das jovens revelações da comunidade. “Nossa rotina é bem puxada, então aproveitamos que o policial do Bope já precisa ser um atleta para movimentarmos esse projeto”.

De Braços Abertos – Um dos marcos dessa fase do Bope é o projeto ”Braços Abertos”, que já promoveu corridas na Rocinha, complexo do Alemão e agora chega à Manguinhos e Jacarezinho, duas favelas recém pacificadas. “Queremos mostrar que somos uma tropa social também e não apenas uma ferramenta letal, como retratada nos filmes Tropa de Elite”. Ainda segundo o “caveira”, a recepção dos moradores num primeiro momento é de desconfiança, mas aos poucos o trabalho começa a ser feito e bem aceito.

A dupla Dantas e Rafael tem um objetivo para o começo do ano que vem: chegar com um bom treinamento para o Cruce de Los Andes, prova entre a Argentina e o Chile com três dias de duração. Como parte da aclimatação, eles disputaram a Meia Maratona de Bariloche Llao Llao 21k, no último sábado (08/12).

“No Cruce estará muito mais frio do que em Bariloche, mas já estamos fazendo uma aclimatação. Em princípio vamos correr 32, 42 e 28 quilômetros num terreno muito hostil, com pedras, subidas e um lago gelado”, adianta Rafael. “Já temos feito bastante rodagem nos treinamentos”, emenda Dantas.

As inscrições para as distâncias de cinco e dez quilômetros, além da corrida infantil, ainda estão abertas e podem ser feitas no site oficial, o projetodebracosabertos.com.br.

Este texto foi escrito por: Alexandre Koda

Redação Webrun

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