Participar de provas internacionais é tendência entre brasileiros

Redação Webrun | Caminhada · 06 dez, 2012

Cadu Soares corre ao lado da namorada e também atleta  Juliana Salgado (foto: Divulgação)
Cadu Soares corre ao lado da namorada e também atleta Juliana Salgado (foto: Divulgação)

Participar de corridas em outros países tem sido uma prática e um sonho para muitos atletas brasileiros que querem ultrapassar seus limites no exterior, conciliando turismo e esporte. Entre eles está Cadu Soares, treinador de corrida e diretor-técnico do projeto Ponto Corrido, que assessora corredores. Ele irá testar o resultado de seus treinos na Meia Maratona Llao Llao, em Bariloche, neste sábado (08/12).

Porém, antes de decidir arrumar as malas e pegar o primeiro avião, o atleta adverte que é necessário planejamento e bom treinamento para se aventurar nas terras estrangeiras. “A dica é procurar um técnico que possa orientar nos treinos, para que se realize uma prova tranquila e segura. Mas o importante é curtir a viagem e a experiência”, conta.

O corredor conta que, antes de decidir o próximo destino, prefere conferir se o lugar é bonito, sossegado e se o destino vale a pena financeiramente. Caso as respostas sejam positivas, as corridas com mais de dez quilômetros são bem vindas. “Tento conciliar as viagens com as minhas férias”, disse.

Quando a questão é organização, Cadu afirma que as corridas sul-americanas são muito boas, mas não conseguem atingir o nível das provas americanas e europeias. “Apesar de só Bogotá possuir o selo Gold da Iaaf, a Maratona de Buenos Aires vem superando a nossa em todos os termos”, afirma, “mas a melhor prova que já corri foi a Two Oceans, na África do Sul”, completa.

Coração disparado-Depois de acertar todos os detalhes da viagem, o corredor conta que a expectativa toma conta de seus pensamentos. “A expectativa é enorme, gera emoção, vontade de superar sua marca pessoal. A atmosfera, o clima e o evento em si ajudam a alimentar esse sentimento. Você acaba representando o seu país e isso já é muito gratificante. É algo único e diferente que gera um frio na barriga, e isso é muito bom”, diz.

Mas às vezes a expectativa é tanta que o competidor esquece que está fora do Brasil e que as sensações climáticas que irá enfrentar são bem diferentes. “Uma vez eu fui correr em Buenos Aires e, de acordo com a previsão, iria fazer muito frio. Eu disse que o frio era psicológico e decidi ir até o local da largada de camiseta e shorts. Passei muito frio”, encerra.

Este texto foi escrito por: Rafaela Castilho

Redação Webrun

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