
Adriano Bastos ganhou fama ao vencer sete vezes a Maratona da Disney (foto: Divulgação)
Para continuar a semana de comemoração dos dez anos do Portal Webrun, conversamos com duas figuras recorrentes em nossas matérias e no mundo das corridas: a jornalista Fernanda Paradizo e o maratonista Adriano Bastos. Os dois contam como foi o crescimento das corridas de rua no Brasil junto com o site e também a evolução da internet.
O site – Fernanda Paradizo se envolveu no projeto do Webrun ao conhecer Harry Thomas Jr., que na época havia fundado o site Maratona.com.br, incorporado ao portal. A gente tinha muita ligação com a corrida de rua na época. O Grupo Pão de Açúcar patrocinava o Circuito Corpore, os grandes responsáveis pelo crescimento do esporte no Brasil, conta Fernanda.
A parceria entre o portal e Fernanda dura até hoje. Quando a jornalista começou no meio, quase não havia divulgação e o número de corridas ainda era muito pequeno.
Quase na mesma época, em 2002, o atleta Adriano Bastos começava a despontar nas provas do País. Vindo do triathlon, Adriano não teve muitas dificuldades ao enfrentar os percursos de asfalto das capitais brasileiras. Entre um pódio e outro, foi conhecendo melhor o site e seus repórteres. O site sempre acompanhou a minha trajetória, quando comecei a me destacar, conta.
Começamos a ter uma afinidade. Isso para mim foi legal, porque eu me sentia em casa, recorda o maratonista, que garante que o site ajudou a alavancar sua carreira mostrando resultados e suas preparações para competições nacionais e internacionais.
Adriano diz ser assíduo leitor do conteúdo do Webrun, indispensável para o sucesso do veículo, tanto ou mais quanto a venda de fotos. O legal do Webrun é ter matérias sobre diversos assuntos que interessam aos atletas profissionais, aos amadores e também aos treinadores, fisioterapeutas e outros profissionais do meio, afirma. Tornou-se uma ferramenta completa, que eu acesso quase que diariamente para ver o que está acontecendo, comenta.
Internet e informação – Em 2002 poucas pessoas tinha acesso à internet, o sistema era lento, assim como a publicação de texto e foto, que ainda era, por incrível que pareça, bem complexa.
Graças à internet, a informação tornou-se instantânea. As notícias estão no ar logo depois da competição, admira Bastos.
E para que essa evolução desse certo, o jornalista passou a trabalhar mais e com mais possibilidades. O profissional que trabalha com internet precisa saber fazer as duas coisas: a foto e o conteúdo, em vídeo ou texto. A gente acaba se virando e faz de tudo um pouco, analisa Fernanda.
Uma das que facilitaram eu estar hoje em todos os lugares é a possibilidade de cobrir um evento com foto e conteúdo, continua a jornalista, que participa de maratonas no mundo inteiro, seja cobrindo ou correndo ou até mesmo as duas coisas.
E não só os jornalistas têm mais trabalho com o crescimento do mercado como principalmente os organizadores das competições, que precisam ficar mais atentos à demanda do público. Como tem crescido o número de participantes, o público se torna mais exigente em relação aos serviços oferecidos, afirma Adriano, que alerta também para que não se perca de vista a evolução do atletismo nacional profissional.
Tem que valorizar o atleta de elite para fazer com que ele melhore seu nível técnica e tenha condições de disputar um grande evento internacional em igualdade com os estrangeiros, conclui.
Este texto foi escrito por: Redação Webrun