OMS e CRN não sabem causas da obesidade e querem nos dizer o que comer

Redação Webrun | Atletismo · 26 jul, 2013

Nutrição é tema de polêmica (foto: Ralph Lueger/ Imago/ Fotoarena)
Nutrição é tema de polêmica (foto: Ralph Lueger/ Imago/ Fotoarena)

Saiu dia 28 de Maio nos jornais a notícia que “a Organização Mundial da Saúde (OMS) procura limitar a obesidade no mundo, ao estimular as autoridades nacionais a estudar possíveis impostos sobre os alimentos e bebidas prejudiciais à saúde”. Como muito bem disse um grande amigo meu: imagine quanta besteira não virá associada.

Voltando ao âmbito nacional, após um quadro no programa do Gugu na TV Record onde uma nutricionista falou um pouco sobre alguns “mitos da nutrição”, o Conselho Regional de Nutrição publicou a seguinte besteira: “O CRN-3 informa a todos os inscritos que se sentiram incomodados com as orientações nutricionais equivocadas veiculadas (…) que já estão sendo tomadas as providências cabíveis, a fim de que esta situação não se repita. (…) É dever do profissional da área da nutrição (…) se certificar de que as orientações divulgadas estejam sempre em conformidade com o que preconiza o Guia Alimentar para a População Brasileira. Desta forma, o CRN-3 manifesta seu repúdio a qualquer tipo de informação irresponsável dada por nutricionistas, que pode levar à aquisição de hábitos alimentares que comprometem a saúde da população, e reitera que fará todo o possível para que haja a devida retratação das informações equivocadas/sem embasamento científico veiculadas”.

Causas da obesidade não são claras para justificar medidas da OMS e CRN Foto: Tips/ Zumapress/ Fotoarena
Causas da obesidade não são claras para justificar medidas da OMS e CRN Foto: Tips/ Zumapress/ Fotoarena

O CRN-3 funciona basicamente como qualquer outro conselho de qualquer campo da atividade humana, já que ele chama para si a exclusividade de dizer quem pode e o que pode pregar. Isso se chama reserva de mercado, mas eles dirão que é para o seu bem. O que ele chama de “embasamento científico” é uma série de achismos e observações tortas disfarçadas de epidemiologias e ciências.

Consulte o Guia Alimentar para a População Brasileira e você terá acesso ao tal “embasamento científico”.

Esse é o problema quando você tem reserva de mercado com profissionais que são obrigados a seguir uma cartilha desenhada e feita sem ciência, como é a nutrição no que diz respeito ao emagrecimento. Nas últimas décadas o problema da obesidade apenas aumentou, as recomendações se provam inúteis e contraproducentes, e mesmo assim querem aumentar a “dose do remédio”.

O problema de você ter que seguir o que diz uma OMS e um CRN-3 é que eles não sabem a solução, mas querem a exclusividade para resolver o problema. Não são capazes de provar seu ponto daquilo que causa da obesidade, mas querem dizer quais alimentos consumir. Como a obesidade é uma questão muito complexa, o que assusta é que se formos seguir o que eles pedem (menos calorias, menos gordura, porcentualmente mais carboidrato e mais atividade física), tudo só tende a se agravar.

Este texto foi escrito por: Danilo Balu

Redação Webrun

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