Nutricionista explica como se alimentar para Up Hill

Redação Webrun | Maratona · 14 nov, 2013

Todos sabem que a Up Hill é uma das provas mais esperadas do ano. Primeiro, por ela selecionar 50 fortes competidores afim de encarar uma maratona nada fácil. E em segundo, por a prova oferecer muitas subidas, o que diferencia de uma disputa comum pelos 42 quilômetros.

Antes da prova, o atleta deve escolher por alimentos ricos em carboidratos para garantir a energia. Foto: CC BY 2.0/ Licença Creative Commons Antes da prova, o atleta deve escolher por alimentos ricos em carboidratos para garantir a energia. Foto: CC BY 2.0/ Licença Creative Commons

O mais interessante da escolha dos selecionados é que todos não estão entre a elite brasileira. São trabalhadores comuns, mas com o diferencial de que treinam forte. E não é só a pressão psicológica que está em jogo, deve-se se preocupar com a adequação física, para que nada dê errado por falta de cuidados.

Comer sem restrições não é indicado. Tem que haver uma preparação pré e pós prova para o corpo se preparar para gastar aquilo consumido, sem indigestões.

Antes – A Up Hill é uma prova em que a frequência cardíaca do corpo fica mais rápida, portanto, os alimentos também tem que ser de rápida absorção, para que o corpo não fique em déficit.

Segundo a nutricionista, Andrea Matarazzo, o mais indicado para se comer dias antes da prova são alimentos que tenham carboidratos em quantidades maiores do que as fibras e as proteínas, estas também bem importantes para a dieta do atleta. O carboidrato tem absorção rápida e pode ser encontrado em arroz, massas, batatas e pães. “Todo este componente fica armazenado em nosso corpo para depois se transformar em energia”, explica Andrea.

Ainda durante os treinos, esta dieta deve equilibrar-se também com a hidratação e também o período de descanso, fundamental para o bom rendimento.

Nos dias que antecedem a prova, a dieta de carboidratos deve intensificar-se. O atleta deverá evitar alimentos com fibras, pois este faz o intestino trabalhar melhor, o que fornecerá ao corredor vontade de ir ao banheiro e na hora da prova isso não é favorável. Além disso, o atleta deve “reservar espaço” para alimentos que tenham carboidratos.

Além das fibras, o corredor tem que tirar de sua alimentação o sódio, mais conhecido como sal, o que faz o atleta beber água em excesso, maléfico para o rendimento.

Enquanto aos treinos, eles devem ser reduzidos para evitar fadiga e cansaço excessivo. Guardar esforço é fundamental.

Durante – Com a dieta de carboidratos, a hidratação feita de forma certa e o descanso também, o atleta está pronto para correr a maratona de subidas. Mas, e se o corpo ainda pedir mais alimento durante a prova? Em algumas corridas de montanhas alimentar-se durante o percurso é permitido.

“Se o atleta conseguir levar um sanduíche com pão leve, peito de peru e queijo magro, ele pode consumi-lo sem culpa, pois são ingredientes leves e que não atrapalharão no rendimento”, completa Andrea.

Caso o sanduíche fique inviável, o corredor pode optar por consumir carboidratos em gel, malto diluído em água ou isotônicos. Estas substâncias darão força para o atleta continuar, afinal carboidrato é energia e o corpo absorverá rápido. Proteínas também podem ser uma opção durante a prova, mas que estas contenham alguma quantidade de carboidratos.

Depois – Muitos atletas enganam-se com a alimentação pós-prova. O erro mais comum é pensar que depois e finalizada, qualquer alimento pode ser ingerido. Errado.

O atleta que passou dias segurando a alimentação para fazer uma competição bem feita não pode cair na tentação do “agora pode”. Isto fará mal para o corpo.

“Manter a mesma dieta é essencial para o corpo repor as energias e a super as dores musculares. Isto deve ser feito um ou dois dias depois da corrida”, comenta Matarazzo.

Vale lembrar que estas informações são generalizadas. Cada atleta deverá ter um acompanhamento médico para doutrinar a quantidade de alimentação e dos treinos.

Este texto foi escrito por: Ana Gandolfo

Redação Webrun

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