Nutrição nas alturas: como se planejar para uma prova de montanha

Redação Webrun | Corrida de Montanha · 06 maio, 2013

Por sujeira ao meio ambiente  cada vez menos provas de montanha têm postos de hidratação (foto: Renato Aranda/ Webrun)
Por sujeira ao meio ambiente cada vez menos provas de montanha têm postos de hidratação (foto: Renato Aranda/ Webrun)

Correr na montanha é uma grande aventura, repleta se surpresas e descobrimentos, mas o que alguns corredores esquecem é que nesse ambiente não têm restaurantes ou bares no caminho para poderem recarregar as energias. Por isso, se planejar para conseguir encarar o percurso inteiro sem quebras é essencial.

Vale a pena perder tempo para escolher sua água no mercado?

Algumas provas ainda mantêm a tradição de colocar um ponto de hidratação a cada três ou cinco quilômetros, mas essa realidade está mudando. Por conta do excesso de copos de plástico que são deixados nas trilhas, os organizadores estão pedindo cada vez mais para os atletas levarem sua própria fonte de hidratação.

Com a corrida intensa, o músculo perde água e sais minerais necessários para manter o desempenho. O sódio pode ser encontrado em grande quantidade em algumas águas engarrafadas que estão disponíveis nas prateleiras dos supermercados.

“Esse tipo de água ajuda a reparar o músculo, que perde 100 mg de sódio por hora. Porém, o atleta deve ter cuidado pois alguns carboidratos em gel já contém o mineral”, explica a nutricionista Patrícia Rebelo. A profissional também afirma que a água com muito sódio pode fazer mal para pessoas que não praticam esportes.

Além de perder o sódio, no processo de contrair e relaxar o músculo perde outros minerais, como ferro e magnésio, que não estarão em quantidades suficientes na água. “Ela (água) não substitui a ingestão de bebidas energéticas.

Água com grande quantidade de sódio pode ser consumida por atletas que participam de provas com um gasto energético alto. Foto: GDA/ZUMAPRESS/Fotoarena
Água com grande quantidade de sódio pode ser consumida por atletas que participam de provas com um gasto energético alto. Foto: GDA/ZUMAPRESS/Fotoarena

Pit stop – Caso o corredor sinta fome no meio do percurso, a nutricionista sugere que não se consuma produtos em locais desconhecidos, ainda mais se o atleta estiver participando de uma prova em outra cidade. “Já atendi pessoas que não conseguiram largar ou terminar a prova porque comeram algo que não fez bem para o organismo”, conta.

Caso um bar apareça na sua vista, invista em uma lata de coca-cola e um pacote de salgadinho. “Tudo que seja industrializado. A coca-cola terá açúcar para te dar energia para terminar o percurso e o salgadinho terá o sal para não deixar a pressão cair”, revela.

Desestabilizações e sensações em corridas de montanha

Guloseimas – A nutricionista orienta que, para cada quatro gramas de carboidrato é necessária a ingestão de um grama de proteína. “Não adianta o atleta consumir só uma ou outra, elas não funcionam separadas. Temos que pensar que o carboidrato é um pedreiro e a proteína é o tijolo nessa grande construção do músculo”, exemplifica Patrícia.

É comum os atletas se privarem de alimentos ricos em carboidrato ou açúcar, mas a profissional conta que esses alimentos estão liberados no período pós prova. “No pré-prova, não é recomendável consumir carboidrato simples, porque o corpo não precisa de glicogênio e nós o estamos estocando. No pós prova, o corpo fica em déficit e ele pode comer qualquer alimento que tiver açúcar ou carboidrato, porque o corpo sofreu um desgaste muito grande e precisa repor”, conclui.

Este texto foi escrito por: Rafaela Castilho

Redação Webrun

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