A triathleta Sandra Soldan (Reebok/Pão de Açúcar/Brasil Telecom) uma das três melhores atletas da modalidade em atividade no Brasil (na distância olímpica) e melhor sul-americana nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, quando foi a 11ª colocada, lançou neste final de semana seu Website.
Natural de Niterói (RJ) tem na natação seu forte. Conquistou em 2002 o Campeonato Mundial de Aquathlon, disputado em Cancun, no México e detêm vários títulos e conquistas importantes.
Para citar alguns ótimos resultados obtidos na temporada passada, destacamos: Campeã do Triathlon Internacional de Santos; Campeã do Vila Velha International Triathlon; Corner Brook ITU World Cup (4ª) entre outras conquistas.
Sandra Soldan, 29, que é formada em medicina, foi eleita a melhor triathleta brasileira pelo COB por três vezes consecutiva (2000/2001/2002).
Confira o site oficial da atleta clicando aqui.
Triathlon · 04 jan, 2004
A carioca Sandra Soldan e a paulista Carla Moreno, da equipe Pão de Açúcar, foram as destaques do 4º Mundialito Cidade de Santos de Fast Triathlon, realizado neste domingo, dia 4, em Santos, no litoral de São Paulo. Elas ficaram em primeiro e segundo lugar respectivamente na prova individual e ajudaram o Brasil a conquistar o título por equipes da competição.
A prova foi disputada na Ponta da Praia, com largada às 9 horas, e teve três baterias. A primeira foi vencida pela canadense Carolyn Murray (15min45seg), seguida por Carla (15min51seg) e Sandra (15min53seg). Na segunda, Carla foi a melhor (15min43seg), seguida por Sandra Soldan (15min46seg) e pela brasiliense Mariana Ohata (15min51seg), que também compõe a equipe Pão de Açúcar; e, na terceira, as melhores foram Sandra (15min54seg), Mariana (15min59seg), Carolyn (16min02seg) e Carla (16min05seg).
O Mundialito Cidade de Santos de Fast Triathlon reuniu equipes do Canadá, Estados Unidos, África do Sul, República Checa e Japão. Na prova individual, Sandra somou 48 pontos e Carla, 47. A terceira colocada foi Carolyn Murray (44), a quarta, Mariana Ohata (Brasil Telecom), com 42 pontos, e a quinta foi a também canadense Tara Ross (33). Entre as equipes, o Brasil somou 137 pontos, contra 106 do Canadá, 60 do Japão, 52 da República Tcheca e 37 dos Estados Unidos.
O evento contou com o co-patrocínio do Pão de Açúcar e teve, em cada bateria, 250 metros de natação, 4,2 km de ciclismo e 1,3 km de corrida.
Triathlon · 04 jan, 2004
O técnico de atletismo Wanderlei de Oliveira, é parceiro e consultor do portal WebRun, desde 1999, quando foi criado o primeiro site brasileiro especializado em corridas de rua e suas diversas modalidades o www.maratona.com.br, revista digital que foi o embrião do portal WebRun.
Oliveira um dos fundadores da Corpore atualmente é diretor-técnico da equipe Run for Life. Também é colunista da Gazeta Esportiva.Net e comentarista da TV Gazeta, onde anualmente, faz os comentários da Corrida Internacional de São Silvestre prova em que participa, seja correndo ou comentando a 25 anos consecutivos. Leia a análise da última edição da competição realizada em 31 de dezembro de 2003.
Uma corrida inteligente:
O brasiliense Marilson dos Santos, de 26 anos, foi inteligente do começo ao fim da prova. Usando a experiência de ter conquistado por duas vezes a quarta colocação e ser o segundo colocado no ano passado, teve a paciência de se posicionar atrás dos líderes, os quenianos, favoritos para vencer a 79ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre. Foi seguro e persistente, no momento em que os quenianos passaram os 10 km para 28min52s, média de 2min54s, imprimindo um fortíssimo ritmo.
Na coletiva de imprensa, quando foi questionado se estava preparado para vencer, afirmou que estava melhor do que o ano passado, apesar de sua programação estar priorizando a tentativa de índice para os próximos Jogos Olímpicos em Atenas, no mês de agosto. Pela primeira vez, Marilson fez uma preparação em altitude, onde ficou várias semanas na cidade de Campos do Jordão, com altitudes de variam de 1.600 metros, onde se localiza a pista de atletismo, até 2.000 metros no Pico do Itapeva, o ponto mais alto.
Valeu a preparação, pois surtiu efeito na subida da Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, quando o vencedor do ano passado, Robert Cheruyot, falou para seu companheiro Martin Lel, tomar a ponta, e Marílson reagiu, não deixando o grupo escapar.
Ao assumir a liderança da prova no quilômetro final, Marilson entrou como vencedor nos 400 metros finais da avenida Paulista. Pegou a Bandeira do Brasil e festejou a sua maior conquista, o de campeão da São Silvestre. Ao final da prova, declarou que 50% do sucesso devem a sua esposa Juliana, pelo apoio e incentivo. Completaram um ano de casados. Marílson tentará o índice olímpico de 2h15 na Maratona de São Paulo, ele é treinado pelo ex-atleta Adauto Domingues, que também já sentiu o gosto de subir no pódio da São Silvestre, nos anos 80.
Nem sempre é o melhor atleta que vence:
O segundo lugar do curitibano Rômulo Wagner da Silva, de 26 anos, pode se considerada uma vitória. Devido ao apoio dos patrocinadores, teve a oportunidade de se preparar nas montanhas da Colômbia, em altitudes superiores aos 2.600 metros, para poder enfrentar de igual para igual os quenianos. Esta foi a sua quarta participação na São Silvestre, em 2000 estreou sem grande destaque. Em 2001, foi o sétimo colocado e, no ano passado, parou no percurso.
Quenianos sentem a força dos brasileiros - O altíssimo nível técnico da São Silvestre valorizou a vitória dos brasileiros, que mostrou aos quenianos a evolução do atletismo nacional de meio-fundo e fundo. Robert Cheruiyot, campeão do ano passado, vencedor dos 10 Km de San Fernando em janeiro deste ano, no Uruguai, e campeão da Maratona de Boston no mês de abril, teve que se contentar com a quarta colocação.
Martin Lel, de 24 anos, atual campeão mundial da meia-maratona (21 Km) e campeão da Maratona de Nova York, realizada no dia 2 de novembro último, termina em terceiro lugar (em sua estréia), por várias vezes, assumiu o comando da prova.
Fechando a esquadra queniana, Yusuf Songoka, de 24 anos, também estreante, chega em quinto lugar.
Entre os dez primeiros, seis atletas eram quenianos e quatro brasileiros.
Vitória tranqüila de Margareth Okayo:
Assim podemos definir o primeiro lugar de Margareth Okayo, de 28 anos, atleta do Quênia, ao vencer a 79ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre. Momentos antes da largada estávamos ao seu lado, durante o aquecimento. Era nítida sua expressão de total tranqüilidade e segurança para conquistar a vitória. Assim o fez desde o início, imprimindo um ritmo forte, sem chances para as adversárias. A chuva que caiu durante a prova, fez com que a temperatura baixasse para 24 graus, porém a umidade relativa do ar estava na casa dos 77%.
Okayo fecha o ano com chave de ouro, após o bicampeonato na famosa Maratona de Nova York (2001 e 2003), estabelecendo o recorde da prova com 2h22min31, e também detém o recorde da Maratona de Boston com 2h20min43, a prova de longa distância mais antiga do mundo, em sua 107ª edição.
Sua estréia na São Silvestre foi em 2001, quando chegou em segundo lugar, atrás da atleta de Sertãozinho, interior de São Paulo Maria Zeferina Baldaia. Apesar da ajuda da chuva, o recorde da prova de Hellen Kimayio, também do Quênia, de 50min26 de 1993, ficará para o próximo ano.
Okayo completou a prova com 51min24Seg, média de 3min25 por quilometro, mais de um minuto à frente de sua companheira Débora Mengich.
As brasileiras - Márcia Narloch, atual recordista brasileira da maratona, já com índice para os próximos Jogos Olímpicos em Atenas, provou que experiência é o que conta. Discreta, nem aparecia na lista das favoritas, fez uma corrida estratégica acompanhando o tempo todo a queniana Débora Mengich, para terminar na terceira colocação com sua melhor marca na prova. Momentos após, declarou que estava preparada para correr para 52 minutos, e completou conforme o previsto (52min49seg). Mais de um minuto abaixo da campeã do ano anterior, a brasileira Marizete Resende, que venceu com o tempo de 54min02s.
Em 2001, Márcia também ocupou a terceira colocação. Na época, manifestou a intenção de não participar da São Silvestre.
Já Ednalva Laureano da Silva, a popular "Pretinha", como é conhecida no meio esportivo, subiu um posto em relação ao ano passado, quando foi a 5ª. colocada com54min56s, melhorando seu resultado em dois minutos (52min58s).
Sirlene Pinho, de 27 anos, natural de Santa Cruz (BA) e morando em Santos, é treinada pelo ultramaratonista Valmir Nunes, apesar de sua pouca experiência, pois começou a despontar no atletismo nacional há pouco mais de dois anos, subiu em quinto lugar no pódio com 53min22s.
Corridas de Rua · 03 jan, 2004
O atletismo é o esporte mais antigo do mundo, sendo considerado o esporte-base, por ter sido o princípio de todos os outros e servir de preparação para as várias modalidades atléticas.
Em qualquer modalidade esportiva, a condição física do praticante é medida pela sua resistência (teste de corrida), elasticidade (alongamentos) e força muscular.
A corrida difere dos outros esportes no sentido de participação.
Enquanto uma partida de futebol reúne no estádio cerca de 60, 70 ou 80 mil espectadores sentados para assistir a 22 jogadores, uma maratona pode reunir mais de 40 mil participantes, porém ativos.
No futebol, um jogador em plena maturidade esportiva (na casa dos 35 anos) é considerado um velho. Para as maratonas (42.195 metros), é um garoto.
Muitos esportes são praticados da infância até a adolescência e depois deixados de lado, pelas conseqüências que possam trazer para o corpo.
Já a corrida, não. Todo ser humano, depois que começa a andar, já quer correr (é um esporte natural). E pode continuar a correr por toda a vida.
Para começar, só depende de você - Não é necessário mais 10 jogadores, um carro de formula 1, uma piscina ou uma bicicleta. É preciso apenas um bom par de tênis e estar autorizado pelo seu médico para iniciar.
Correr faz amigos e acalma os mais exaltados - Alguém já viu ou ouviu falar de brigas na São Silvestre? Ou em alguma maratona internacional? É claro que não. E nos estádios de futebol? Até parece um campo de guerra. Cada vez mais torna-se freqüente a rivalidade entre as torcidas, as vezes chega até a causar mortes.
A corrida é o esporte mais solidário que existe. Todos que participam da principal corrida da América Latina, a São Silvestre (15 km), que a cada ano aumenta o número de participantes (já são mais de 15 mil atletas), julgam-se amigos sem nunca terem se visto antes.
Há uma grande confraternização, antes, durante e após a prova. - Cada participante se interessa e se preocupa com o seu companheiro de prova, e faz questão de saber como está e qual foi o seu tempo.
Em Nova Iorque, no ano de 2001, mesmo após ao atentado terrorista que chocou o mundo em 11 de setembro, no mês de novembro foi realizada a maratona mais famosa do mundo. Lá estavam reunidos mais de 30 mil corredores. Todos com um só objetivo: "PAZ"!
Afinal, saúde todos já tinham, principalmente pela determinação de correr os 42.195 metros.
A corrida pode fazer você ficar mais inteligente - Uma pesquisa apresentada na reunião anual da International Society For Neuroscience (Sociedade Internacional para Neurociência), indica que os exercícios regulares geram "melhora significante na memória e outras habilidades mentais, também conhecidas como função cognitiva". "Essas melhoras, entretanto, diminuíram quando os corredores pararam o treinamento, o que sugere que exercícios contínuos são necessários para que se mantenha o beneficio", disse o autor do estudo, dr. Kisou Kubota, da Nihon Fukushi University, em Handa, Japão.
Qualidade de vida é saúde. Saúde é movimento! - O atleta do século, o Rei Pelé (Edson Arantes do Nascimento), com mais de 60 anos, costuma dar as suas corridinhas diárias, o que o mantém "esbelto" e cheio de energia.
O dr. Kenneth Cooper, responsável pelo boom nos anos 70 pela prática dos exercícios aeróbios, hoje, com mais de 70 anos, continua correndo, fazendo palestras e participando de provas pedestres ao redor do mundo.
Pesquisas recentes apresentadas no Colégio Americano de Medicina Esportiva (American College Sports of Medicine) demonstraram que a prática da corrida e caminhada (exercícios de alto impacto) na terceira idade, além de controlar os níveis de colesterol, diabetes, obesidade, fortalecem os ossos, evitando a osteoporose. Outro estudo apresentado mostra que a corrida auxilia as pessoas que sofrem de depressão.
O Campeonato Mundial de Atletismo para Veteranos (atletas com idade superior aos 40 anos) reúne a cada ano mais de 10 mil participantes. Há pouco mais de 5 anos não chegava a quinhentos.
Assim como o vinho, "quanto mais velho, melhor". A corrida é um santo remédio!
Corridas de Rua · 02 jan, 2004
O atleta cadeirante Fernando Aranha Rocha (ADD/Magic Hands), abocanhou o tricampeonato da tradicional Corrida Internacional de São Silvestre no último dia do ano de 2003, competição realizada na cidade de São Paulo (SP). Aranha Rocha, fechou a temporada 2003 com bons resultados, como, as vitórias na Maratona de Internacional São Paulo e na Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro.
Antes da prova, o atleta comentava que estava voltando de repouso, pois, foram mais de 30 dias de descanso após a sua participação na Maratona de Nova York, realizada no início de novembro, quando conquistou a 20ª colocação no geral que contempla as categorias masculina e feminina - com o tempo de 2:15:00. Entre os homens em Nova York, conquistou o 15° lugar, sendo, o segundo melhor brasileiro na disputa.
Mesmo não estando no ápice de sua forma, comentou: "Estou em melhor condicionamento em relação ao ano passado, até mesmo melhor que em 1999", disse Aranha, referindo-se aos dois anos em ganhou o título da São Silvestre.
Nossa como é rápido, é espantoso isso!, exclamou o publicitário Clayton de Almeida que assistia a prova ao ver Aranha Rocha no final da descida da Av da Consolação, onde cadeirantes (que possuem equipamentos de ponta) chegam a desenvolver 80 Km/hora, para então, com muita habilidade reduzir a velocidade e fazer um curva em forma de S para entrar na Av.Ipiranga.
O argentino Carlos Rodriguez ficou com a segunda 2ª colocação. Beto como é conhecido tem disputado a prova desde a década de 80 e, tem essa prova como uma de suas preferidas. Já morou no Rio de Janeiro e São Paulo e vive atualmente na província de Escobar na Argentina com a mineira Afonsina, sua esposa e duas filhas. Beto é uma das mais ilustres personalidades no Paradesporto Argentino, sendo sempre consultado e reconhecido pelos Órgãos Desportivos pelo seu conhecimento e dedicação ao esporte. O atleta tem como recorde em maratona (42.195m) o tempo 1h:50min, aferido na cidade de Maranello, na Itália.
Uma ausência sentida na São Silvestre, foi de Ronilson Bispo dos Santos (Águias da Cadeira de Rodas), corredor forte da cidade de São Paulo que sempre participa de
competições na cidade e sempre tem bons desempenhos na Corrida Internacional de São Silvestre. Alias, Bispo foi em 2003, o melhor brasileiro em Nova York ao conquistar na 18ª posição (no geral) e 15° no masculino com o tempo de 2:11:25.
Ausências - A Corrida Internacional de São Silvestre não atrai a atenção dos maiores expoentes da modalidade cadeirante, em função, de não haver premiação em dinheiro e também por ser uma prova altamente técnica (difícil) por causa das subidas.
Experiência própria - Eu já corri e venci por duas oportunidades a São Silvestre, na época em que o percurso era ao contrário e o horário era a noite (largada às 23 horas). É uma prova fantástica, onde a população de São Paulo dá o seu show à parte, não deixando nada a dever para públicos de provas de outros países, como nos Estados Unidos e Europa, mas é uma das mais difíceis provas das quais já participei.
Corridas de Rua · 02 jan, 2004
O ano começou diferente para a atleta Ana Luíza dos Anjos Garcez. Na cerimônia de premiação da 79ª Corrida Internacional de São Silvestre, a corredora recebeu uma homenagem especial da organização da prova, que definiu a atleta como um exemplo de recuperação.
Ana viveu 35 dos seus 41 anos nas ruas e atribui sua saída do mundo das drogas e dos crimes à disputa do último dia do ano. Ana viveu até os 18 anos em uma unidade de órfaõs da Febem. Quando saiu, foi trabalhar como empregada doméstica, mas acabou roubando a patroa, que segundo ela, não pagou seu salário. Daí para a vida nas ruas, foi um pulo: começou a praticar furtos e roubos, além de traficar e ser usuária de drogas.
Segundo a atleta, que finalizou a corrida na 52ª posição (1h02min12), foi assistindo a um comercial sobre a São Silvestre que recebeu o primeiro incentivo para disputar a prova. 'Eu estava lá na Sete de Abril (rua do centro de São Paulo) assistindo as televisões que ficam nas lojas. Aí passou um comercial sobre a corrida e eu disse: Vou disputar', contou.
Dos meninos que ouviram a decisão de Ana, um foi o seu maior motivador: duvidou que ela conseguisse. 'Então eu disse pra ele que correria e depois dava a medalha pra ele', explicou. Vendo que a resolução era séria, os companheiros de rua ajudaram a então sem teto. Roubaram tênis, roupa e dinheiro, com o qual fizeram a inscrição da atleta.
Ana Luíza correu e chegou ao final da sua primeira São Silvestre. 'Cheguei acabada, mas peguei a medalha e dei para ele', disse. O menino que ganhou a premiação, conhecido como Dentinho, acabou sendo morto pela polícia, segundo a corredora.
Sobre a sua saída das ruas, contou o sofrimento de ver pessoas sendo mortas e violentadas nas ruas da capital paulista. 'Era muita violência. Não era fácil, mas eles eram a minha família', afirmou.
Atualmente, Ana mora no alojamento do ginásio do Ibirapuera e, mesmo com a boa colocação na São Silvestre, não tem patrocínio. Sobre a homenagem, disse que foi uma surpresa. 'Foi muito gratificante. Eu não esperava um carinho como esse', contou.
Corridas de Rua · 02 jan, 2004
O brasileiro Marílson Gomes dos Santos deixou claro em entrevista coletiva que não se intimidaria com os quenianos. Dito e feito. O atual medalha de prata dos 10.000m e bronze dos 5.000m dos Jogos Pan-Americanos, foi o vencedor da 79ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, com a marca de 43:49. O campeão havia sido vice no ano passado.
Prova equilibrada do começo ao fim, Marílson, começou abrir distância do pelotão líder formado por Rômulo Wagner da Silva e os quenianos Martin Lel, Robert Cheruiyot e Yusuf Songoka no início da subida da Av. Brigadeiro, ou seja, na altura do 13Km.
Um quilômetro depois, já tinha vantagem de 50 metros sobre Rômulo Wagner, que terminou a prova em segundo lugar, fazendo assim, a dobradinha brasileira. O último brasileiro a vencer a prova foi Emerson Iser Bem no ano de 1997.
No ano passado perdi na subida da Brigadeiro para o queniano. Desta vez não. Ou eu ganhava ou eu desistia antes da chegada. Graças a Deus aguentei firme e estou muito feliz com a vitória, comentou Marilson, logo após a chegada, muito emocionado. Sempre quis vencer esta prova. Já havia conseguido dois quartos lugares e, no ano passado, fui vice-campeão. Estava desanimando.
Os quenianos Lel, Cheruiyot e Songoka completam o pódio da mais tradicional competição brasileira.
Resultados dos 10 primeiros colocados:
1) Marilson Gomes dos Santos (Brasil) 43min49
2) Rômulo Wagner da Silva (Brasil) 43min57
3) Martin Lel (Quênia) 43min59
4) Robert Cheruiyot (Quênia) 44min15
5) Yusuf Songoka (Quênia) 44min20
6) Franck Caldeira (Brasil) 44min37
7) Joseph Ngeny (Quênia) 44min43
8) Philip Rugut (Quênia) 44min51
9) Benson Cheromo (Quênia) 44min58
10) Clodoaldo Gomes (Brasil) 45min07
Corridas de Rua · 31 dez, 2003
A queniana Margaret Okayo, atual recordista da Maratona de Nova York, venceu na tarde de hoje a 79ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, disputada em São Paulo (SP) em sua terceira tentativa. Okayo dominou a prova e fechou o percurso de 15 Km com o tempo de 51:24.
Prometi voltar para tentar vencer e consegui, disse a atleta. Estou bem preparada, mas achava que as brasileiras iam lutar pela vitória. Estou muito feliz pela minha atuação., completou.
Mais de um minuto depois foi a vez de sua compatriota, Debora Mengich, cruzar a linha de chegada com 52:35, seguida pela brasileira Marcia Narloch, na terceira colocação com a marca de 52:49. Completou o pódio as brasileiras Ednalva Laureano e Sirlene Souza Pinho, quarta e quinta colocadas, respectivamente.
Resultados das 5 primeiras colocadas:
1. Margareth Okayo (Quênia) 51min24
2. Debora Mengich (Quênia) 52min35
3. Márcia Narloch (Brasil) 52min49
4. Ednalva Laureano (Brasil) 52min58
5. Sirlene de Pinho (Brasil) 53min22
Corridas de Rua · 31 dez, 2003
Depois de muita preparação, esforço e treino 15 mil atletas do país e também do mundo irão participar hoje da mais tradicional corrida de rua do Brasil: a São Silvestre. A prova disputada sempre no último dia do ano em São Paulo começa na Av. Paulista, com largada da categoria feminina às 15h15 e masculina ás 17 horas, em frente ao Masp.
Ao todo os atletas percorrem 15 km de descidas e subidas. Eles passam pela rua Consolação, que foi considerada pelos corredores quenianos o trecho mais difícil da competição, pela Av. São João, sobem o elevado Costa e Silva, conhecido também por Minhocão. Seguem pelo largo São Francisco, Viaduto do Chá e antes de cruzar a linha de chegada sobem a Av. Brigadeiro Luís Antônio, para então completarem a prova na Av. Paulista.
E para a realização da São Silvetsre ruas e avenidas do percurso da prova estarão interditadas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) a partir das 13 horas de hoje até o final da corrida. Já a Av. Paulista estará fechada para a circulação de automóveis a partir do meio-dia até às 6 horas do dia primeiro de janeiro, por causa do réveillon. Portanto a melhor opção para chegar na Av. Paulista é o metrô.
Além disso, a prova terá ambulâncias e um hospital de 100 metros quadrados entre a rua Joaquim Eugênio Lima e Av. Paulista para atender os atletas. E para a segurança de todos 2.400 policiais serão distribuídos pelos 15 km da prova.
Corridas de Rua · 31 dez, 2003
Os atletas brasileiros de elite já estão preparados para a enfrentar os 15 km de subidas e descidas da prova mais tradicional do Brasil, a Corrida de São Silvestre. Rômulo Wagner, Marilson Gomes, Franck Caldeira, Sirlene Pinho e Maria Zeferina Baldaia são fortes candidatos a chegarem ao pódio. E os famosos corredores da Quênia terão trabalho com esse time brasileiro. Em entrevista Franck declarou: os quenianos são bons, mas não são invencíveis. Estarei torcendo para que o Brasil vença
EXCLUSIVO, de São Paulo - A 79ª Corrida Internacional de São Silvestre, que acontece amanhã, terá intensas disputas entre Brasil e Quênia . Os corredores de ambos os países são atletas de renomes e com alguns títulos no histórico. Do lado queniano estão Robert Cheruiyot, atual campeão da São Silvestre, Martin Lel campeão da Maratona de NY 2003 e Yusuf Songoka, sexto colocado no Mundial de Meia Maratona de Portugal deste ano.
Já pelo Brasil correrão os atletas Franck Caldeira, segundo colocado da São Silvestre do ano passado, Rômulo Wagner e Marilson Gomes vencedores da prova Sargento Gonzaguinha, respectivamente 2002 e 2003. Todos os três se dedicaram bastante para a última corrida do ano e tiveram treinamento especial.
Eles se prepararam pelo menos por um mês em cidades com mais altitude que São Paulo. Rômulo e Franck treinaram na Colômbia e na Bolívia. Já Marilson se exercitou em Campos de Jordão, interior de São Paulo. Em entrevista na capital paulista Franck falou que o treinamento é muito importante e cansativo.
Mas após o sacrifício os três estão dispostos a se doarem ao máximo na prova para chegar ao pódio. Estou na minha melhor forma, conta Rômulo. E o atleta Marilson está melhor do que no anos passado.
Feminino -As atletas Sirlene Pinho e Maria Zeferina Baldaia também estão preparadas para a São Silvestre. Ambas estão confiante e treinaram, como os homens, em altitudes mais elevadas que São Paulo.
Sirlene Pinho, atual campeã da Prova Sargento Gonzaguinha, se preparou na cidade de Campos de Jordão, em São Paulo. A atleta espera chegar entre as dez primeiras colocadas. Ela participará da prova pela primeira vez e confessa que estava nervosa antes de chegar em São Paulo, mas que a amiga Zeferina a deixou mais tranqüila. Meu sonho era estar entre as melhores corredoras, conta Sirlene, que também se refere a Zeferina, sempre admirei ela.
Já Maria Zeferina Baldaia não teve um ano muito bom, a atleta sofreu de anemia e lesão no joelho, mas diz estar recuperada. Sorridente e com as unhas coloridas, com a bandeira do Brasil e a da São Silvestre, Zeferina quer chegar entre as cinco primeiras colocadas.
A atleta venceu a São Silvestre 2001. Esse ano a competição poderá ter quebra de recorde como no ano que venci, porque temos ótimas corredoras, inclusive do Quênia, fala Zeferina. A atleta queniana que disputará o primeiro lugar com as brasileiras é Margaret Okayo, bicampeã da Maratona de NY.
Corridas de Rua · 30 dez, 2003
A temporada de 2003 foi de grandes conquistas para o atleta cadeirante Fernando Aranha da Associação Desportiva para Deficientes (ADD), - entidade parceira do WebRun - o atleta chegou em primeiro lugar em quase todas as provas que disputou.
Em 2003, Aranha participou pela primeira vez de uma competição internacional, a Maratona de Nova York, ficando na 15ª colocação (segundo brasileiro) com 2:15:00. O melhor brasileiro nesta prova foi Ronilson Santos na 15ª posição com o tempo de 2:11:25.
Amanhã, dia 31, o atual campeão da Corrida Internacional de São Silvestre, correrá pela terceira vez a competição que venceu nos anos de 1999 e 2002.
Esporte Adaptado · 30 dez, 2003
As três principais triatletas brasileiras na atualidade, Mariana Ohata, Carla Moreno e Sandra Soldan, representarão Brasil no 3º Mundialito de Fast Triathlon, programado para o dia 4 de janeiro, na Ponta da Praia, em Santos (SP).
As integrantes da equipe Pão de Açúcar de Triathlon, que defenderam o país nos Jogos Olímpicos de Sydney (00) e no Pan de Santo Domingo (03), vão estar reunidas mais uma vez para enfrentar as equipes do Canadá, Estados Unidos, África do Sul, República Checa e Japão.
No ano passado, Carla foi a campeã individual, seguida por Sandra, mas no geral o título ficou com o Canadá por apenas um ponto de diferença.
Após uma desgastante mas positiva temporada no circuito internacional, as brasileiras decidiram iniciar as férias mais tarde justamente para poder disputar o Mundialito. Somente depois de Santos eu vou dar uma parada. Antes quero mais um bom resultado, destaca Carla Moreno, que este ano conseguiu o inédito título de campeã de uma etapa da Copa do Mundo, no Rio de Janeiro. Carla fechou a temporada oficial com a 14ª posição, depois de ocupar o décimo lugar.
A brasiliense Mariana Ohata, eleita melhor triatleta do país em uma eleição do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), teve um ano para lá de bom. Ela foi vice-campeã na etapa de Madri e ainda obteve outros vários resultados expressivos, que lhe garantiram terminar o ano entre as top ten, na décima colocação. Agora é dar seqüência no trabalho para conseguir a vaga para Atenas, diz a triatleta.
Já a carioca Sandra Soldan, que deixou de disputar o Mundial na Nova Zelândia em razão do excesso de competições, estará de volta para confirmar sua recuperação. Ela, que ocupa a 16ª posição no ranking mundial, conhece bem o evento, que venceu na categoria individual em 2001. É um ritmo muito forte, com bastante emoção. Tive de descansar bastante no início de dezembro, mas agora é hora de trabalhar, afirma.
O evento, que tem o co-patrocínio do Pão de Açúcar, prevê três baterias com 250 metros de natação, 4,2 km de ciclismo e 1,3 km de corrida, sendo que em cada uma delas os participantes somam pontos. Há a classificação individual e por equipes.
Triathlon · 30 dez, 2003