Márcia Narloch se recupera de lesão e vai buscar índice para o Pan em Berlim

Redação Webrun | Maratona · 27 jul, 2006

Márcia Narlcoh cruza a linha de chegada da Maratona de SP 2004 (foto: Donata Lustosa/ www.webrun.com.br)
Márcia Narlcoh cruza a linha de chegada da Maratona de SP 2004 (foto: Donata Lustosa/ www.webrun.com.br)

A tricampeã da Maratona de São Paulo, Márcia Narloch, está recuperada da lesão que a impossibilitou de buscar o tetracampeonato da competição paulista. Aos 37 anos, a catarinense quer participar dos Jogos Pan-americanos de 2007, no Rio Janeiro, cidade em que vive atualmente.

“Já estou 100% recuperada. Vou voltar a competir daqui a 15 dias. Tive uma inflamação do nervo ciático antes da Maratona de São Paulo desse ano. Foi muito triste não ter participado da Maratona. Eu tinha treinado bastante para a prova. A lesão veio numa hora errada. Eu estava me sentindo muito bem e vinha de treinos ótimos. Foi um choque muito grande”, conta.

Mas lamentar não é uma característica da maratonista. Quando alguma coisa não dá certo, Narloch pensa no futuro e tenta recuperar o que perdeu. “É assim mesmo. O atleta tem que entender. Lesões acontecem. Nessa hora temos que ter cabeça e tratar bem rápido”, afirma.

“Eu nunca admitir perder. Sempre quis ser a melhor. Claro, sempre respeitando os atletas, mas quando você tem dentro de você um espírito de vencedor, você nunca quer perder. Se perco, no outro dia eu estou de pé bem cedo para melhorar aquilo que falhei” acrescenta.

Agora Narloch está na fase de rodagem do treinamento. Segundo a atleta, ela corre durante 1h30 de manhã e ainda faz alguns exercícios na piscina por causa da lesão. Seu lugar preferido de treino é a cidade de Teresópolis, no Rio de Janeiro.

Suas próximas provas são as 10 milhas Garoto, no dia 20 de agosto e a Meia Maratona do Rio, três de setembro. Mas seu principal objetivo do segundo semestre do ano é a Maratona de Berlim.

“Se tudo correr bem a minha prova será a Maratona de Berlim. Nessa eu quero buscar o índice para o Pan”, revela. Mas a catarinense ainda não pensa no tempo em que pretende completar a prova. “Quero ver os meus treinos nos próximos meses para saber qual será minha meta de tempo em Berlim”.

Narloch não gosta de pensar no futuro e as Olimpíadas de Pequim, por enquanto, não estão nos seus planos. “Eu estou indo até o Pan. Depois do Pan eu não posso dizer mais nada. Não gosto de falar a palavra parar. É muito forte. Mas no ano que vem eu quero retomar a minha faculdade de educação física”, revela.

Este texto foi escrito por: Alexandre Koda e Donata Lustosa

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