A Federação Internacional das Associações de Atletismo IAAF, comentou hoje em nota oficial sobre as declarações que a maior velocista da atualidade, a norte-americana Marion Jones, deu nas últimas semanas a imprensa mundial.
A polêmica iniciada no mês de janeiro, deve-se ao fato que a atleta e seu compatriota Tim Montgomery, recordista mundial dos 100m rasos, passaram a treinar com Charlie Francis, ex-técnico de Ben Jonhson, atleta banido do atletismo pela IAAF por doping constatado nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, ocasião em que ganhou a medalha de ouro nos 100m rasos.
Quando o fato foi anunciado a IAAF através de seu presidente se posicionou contra a escolha do técnico que foi o responsável pelo doping do canadense Ben Johnson, fato que levou Jones a dar declarações controversas e que motivou a reposta do orgão máximo do atletismo mundial.
Embora não haja nada em nossas regras que impeça os atletas que selecionarem seus técnicos, o status especial de Marion, significa que suas escolhas e ações têm também um grande impacto na imagem e na reputação do esporte, diz a nota divulgada hoje pela IAAF.
Sanções – Os atletas podem sofrer algumas sanções veladas se mantiverem a escolha, como não serem convidados para disputar a Liga de Ouro, principal circuito do atletismo mundial, organizado pela IAAF, podendo se estender até a perda de patrocínios por associarem suas carreiras, mesmo que indiretamente, ao doping.
Nós estamos contentes em agir, não por causa própria, mas para o bem esporte, explica a IAAF.
Este texto foi escrito por: Webrun