
Ruas e avenidas amplas são percorridas (foto: Arquivo Pessoal)
Os quenianos Henry Tarus, no masculino e Jepkoech Ruth, no feminino conseguiram a vitoria, com marcas respectivas de 2h12:42 y 2h34:41, na Maratón Popular de Madrid, que em sua 26ª alcançou uma participação recorde de 12.500 corredores.
A corrida madrilenha, foi disputada sob sol e calor a partir da segunda hora, congregou nas ruas mais significativas da capital espanhola um contingente de atletas equivalente ao de todas as demais maratonas espanholas juntas.
Às 9.30h, no Paseo de Recoletos, o prefeito de Madrid, José María Alvarez del Manzano, deu o tiro de saída para a Maratón de Madrid. O termometro marcava 16 graus e foi subindo até alcançar os 25.
Tarus venceu com a segunda melhor marca da prova, só superada pela do tanzaniano John Burra, que ganhou em 1991 com 2h12.19. Entre as mulheres Ruth quebrou a marca de Madrid que estava em poder da russa Yekaterina Khramenkova com 2h35:30 desde 1992.
Tarus ficou sozinho na cabeça no quilômetro 20. Passou a meia maratona em 1h05:25 com oito segundos de vantagem sobre seus compatriota Elias Kiekpsge Chebet, Samsum Kosgei, o sudanés Norman Dlomo e o marroquíno – residente em Granada- Mytamar Echaldi. O primeiro espanhol, José María Rodríguez, marchava já a quatro minutos.
Ninguém inquietou a Tarus na segunda parte do percurso, o que talvez lhe impediu de bater o recorde da prova. Echaldi ganhou duas colocações nos dois últimos quilômetros e terminou tercero. O madrilenho José María Rodríguez subiu até a oitava colocação.
Entre as mulheres, a hispano-equatoriana Sandra Ruales se propunha melhorar sua marca pessoal (2h34:36), mas se encontrou com uma adversária, a queniana Ruth, que colocou um ritmo superior a suas forças, sem dar lhe a menor opção de aproveitar seu vácuo.
Ruth passou a media maratona em 1h16:20 e Ruales em 1h17:12. A equatoriana havia recuperado terreno nesse ponto, mas a partir daí, especialmente quando se retirou a “lebre” (colelho) de Ruales, a queniana foi aumentando sua vantagem até chegar a meta três minutos antes que a atleta equatoriana residente em Espanha.
Brasil – O consultor do WebRun, André Alanon Vázquez, residente em Madri, com apenas 10 dias de treinamento, depois de ficar todo o inverno europeu sem treinar devido em parte por uma lesão e em parte pelo trabalho e estudos, conseguiu terminar sua 125ª (!) maratona com um honroso e sacrificado tempo de 3h34’05”. Fazendo uso de sua experiência controlou a primeira meia maratona em 1h49’18” e a segunda meia em 1h44’47”.
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Este texto foi escrito por: André Alañon Vázquez