Haile Gebrselassie o rei das pistas

Redação Webrun | Atletismo · 05 mar, 2003

No Meeting de Karlsruhe, realizado neste final de semana na Alemanha, o etíope Haile Gebrselassie estabelece a melhor marca do ano para os 3.000 metros rasos com 7min28seg, média de 2min29seg por quilômetro. O recorde do mundo (7min20seg) pertence ao queniano Daniel Komen, estabelecido em Rieti na Itália no dia primeiro de setembro de 1996.

Atualmente, Haile Gebrselassie é o maior destaque da Etiópia no atletismo internacional, bicampeão olímpico dos 10.000 metros (Atlanta 96 e Sydney 2000). Gebrselassie, é detentor dos recordes mundiais de pista para os 10.000 metros (26min22s75, média de 2min38s por quilômetro), estabelecido em Hengelo, Holanda, no dia 1º de junho de 1998, e para os 5.000 metros (12min39s36, média de 2min32s por quilômetro), em Helsinque, Finlândia, doze dias depois.

Recordista na rua:

No dia 14 de abril do ano passado na 22ª edição da Maratona de Londres, quando o marroquino naturalizado americano, Khalid Khannouchi, melhorou seu próprio resultado correndo quatro segundos mais rápido que o recorde anterior, finalizando em 2h05min38sec, média de 2min57sec por quilometro, novo recorde mundial para os 42.195 metros; Gebrselassie, na meia maratona estabelecia a passagem mais rápida da história em 1h02min42sec.

Em dezembro do ano passado, em Doha, no Catar, registrou o recorde mundial dos 10 km em rua, com 27min02s, recebendo um prêmio de 1 milhão de dólares pela conquista.

História de um vencedor:

Haile Gebrselassie nasceu em 1973, em Assefa, ao sul da capital Adis Abeba, a 3000 metros de altitude. Filho de camponeses, foi o oitavo de dez irmãos. Viveu com dificuldades. A escola ficava a nove quilômetros de sua casa, que diariamente percorria a distância correndo – descalço.

Iniciou no atletismo aos 15 anos, em 1988, vencendo uma corrida de 1500 metros. “Correr começou a significar liberdade, para mim. Liberdade do trabalho e do meu pai. Correr era um escape para a vida que levava”, declarou recentemente a Times Online.

Hoje, é um dos atletas mais bem pago do mundo. Possui uma fazenda com mais de 200 funcionários, entre eles seu pai, ajuda várias instituições de caridade, além de estimular a prática do atletismo em seu país.

Este texto foi escrito por: Wanderlei de Oliveira

Redação Webrun

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