
Página principal do Maratona (foto: Arquivo Webrun)
No dia 15 de junho de 2002 entrou no ar o Webrun, portal que se dedicaria a falar sobre corridas de rua, atletismo de pista e triathlon, com atualizações diárias de notícias, dicas e um calendário completo de provas. O Portal teve origem numa parceria entre Harry Thomas Jr, então proprietário do Maratona.com.br, com os sócios do Webventure focado em esportes de aventura que há cinco anos figurava no mercado.
A partir de hoje vamos publicar uma série de matérias contando a história do Webrun e seus personagens, como atletas, colaboradores, funcionários e ex-funcionários. Neste primeiro texto, Harry fala sobre o princípio de tudo e os desafios para os próximos anos.
O Maratona.com.br foi lançado em 1999 por Harry às vésperas da Maratona de São Paulo, após a conclusão de que o termo Maratona, referente a atletismo, não constava em nenhum resultado dos sites de busca da época. Percebendo um nicho de mercado, ele tinha como objetivo cobrir as cinco provas de 42 quilômetros da época no Brasil: São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro e Curitiba e colocar fotos e resultados 24h após o término das mesmas.
Foi um sucesso, já que na época as notícias e resultados saíam apenas nas revistas, que chegavam ao mercado muito tempo depois, conta Harry. Com o sucesso, as pessoas começaram a perguntar sobre competições de outras distâncias e em vários locais do país. Comecei a buscar sócios e cheguei até um empresário que me deu uma aula de Internet e disse que eu deveria procurar três portais: dois grandes e um pequeno, no caso o Webventure, representado por André Chaco e Renato Cukier. Harry lembra que os dois primeiros não lhe responderam, ao contrário do portal de aventura, que se mostrou interessado numa parceria.
Inicialmente Harry passou apenas a fornecer conteúdo editorial para um cliente do Webventure que trabalhava na área das corridas de rua, mas após seis meses houve uma nova conversa para formalizar a sociedade com Renato e André. Foi assim que nasceu o Webrun e no começo apenas eu é quem cuidava da parte editorial.
Colaboradores – Com o passar do tempo os diretores perceberam a necessidade de ter alguns colaboradores, tanto internos quanto externos, o que aconteceu em 2003. Contratamos a primeira jornalista, Donata Lustosa, antes do aquecimento do mercado de corridas que veio em 2004, por conta da Olimpíada de Atenas e o incidente com o Vanderlei Cordeiro, relembra Harry.
Também começaram a surgir os especialistas, ou seja, treinadores e pessoas ligadas a outras áreas que dividiriam o conhecimento com os leitores. Tivemos o Wanderlei de Oliveira (treinador), Fernanda Paradizo (jornalista e fotógrafa), Dr. Nabil Gorayeb (médico cardiologista), André Vasquez (ultramaratonista), entre outros. Também começaram os anunciantes e o primeiro banner que entrou foi da assessoria esportiva Ação Total, de Claúdio Castilho, atual treinador da campeã Pan-americana de Maratona (2011).
Na época o Webrun era o único Portal totalmente dedicado a notícias, dicas e informações para os corredores e passou a dominar o seu segmento de mercado. Tínhamos um concorrente forte, mas o foco deles era mais serviços e menos notícias, lembra o ex-Publisher.
Em 2005 houve a contratação de mais um jornalista, Alexandre Koda, que durante quatro anos atuou como repórter até se tornar o atual editor do Portal. Sempre nos baseamos num jornalismo forte e precisávamos aumentar nosso corpo editorial.
Fim de um ciclo – Após oito anos à frente do Portal, Harry desfez a sociedade para seguir com outros projetos. Tive um relacionamento ótimo com os sócios e precisava de novos desafios. Criei um filho e agora o deixo seguindo caminhos próprios, brinca Harry.
Futuro – Harry acredita que o desafio de um portal como o Webrun é trazer uma notícia de qualidade mesmo com a concorrência das redes sociais, que multiplicam informações diversas em questão de segundos. Hoje um atleta de ponta não convoca mais uma coletiva de imprensa para contar em qual prova vai correr, por exemplo. Ele joga no Twitter, Facebook e milhares de pessoas ficando sabendo. Dessa forma, os veículos terão que se reinventar para trazer boas notícias.
No âmbito mercadológico, os organizadores também terão que trazer novos desafios a seus consumidores, já que o mercado está cada vez mais saturado e as pessoas mais exigentes. Acredito muito no crescimento do Trail Run (corridas em trilha) e em provas pequenas com percursos diferentes, finaliza.
Acompanhe nos próximos dias as entrevistas com outras pessoas que ajudaram e ainda ajudam o Webrun a ser referência em seu segmento.
Este texto foi escrito por: Alexandre Koda