Franck Caldeira e Márcia Narloch vencem Meia Maratona em São Paulo

Redação Webrun | Meia Maratona · 15 abr, 2007

Erinelda e seu marido João Correa (foto: Donata Lustosa/ www.webrun.com.br)
Erinelda e seu marido João Correa (foto: Donata Lustosa/ www.webrun.com.br)

São Paulo – Cerca de 10 mil pessoas participaram na manhã desse domingo (15) da Meia Maratona da Corpore e os favoritos da competição, Franck Caldeira e Márcia Narloch, venceram a disputa. Com sol e temperatura amena, a largada feminina aconteceu às 7h40 na Cidade Universitária (USP), enquanto os homens e o pelotão geral começaram a correr pontualmente às 8h.

O percurso de 21 quilômetros não teve muitas subidas. Este começou na USP e depois seguiu pelas ruas do bairro de Pinheiros. Na briga feminina do pódio Márcia Narloch liderou do começo ao fim e cruzou a linha de chegada em 1h15min53, seu melhor tempo paulista em meia maratona.

“Corri na esperança de vencer e tomei cuidado com as adversárias que estavam fortes. Me esforcei para ganhar”, comenta a campeã. Agora Márcia aguarda a convocação oficial das duas maratonistas brasileiras para os Jogos Pan-americanos do Rio, que sai no próximo dia 22. “Ainda não está nada definido, vou esperar. Se tudo der certo vou fazer um trabalho de fortalecimento na perna, porque sinto dores quando corro provas longas, e me focar para a Maratona do Pan. Lá acredito que dá para fazer uma ótima prova”, conta.

A segunda colocada foi a queniana Jeptoo Priscah com um pouco mais de um minuto de diferença para a campeã, 1h17min02. Já o segundo lugar ficou com a brasileira Elizabeth Esteves de Souza em 1h18min30.

Homens – A disputa masculina pelos primeiros lugares foi acirrada. Logo no início da competição um pequeno pelotão se formou, mas o atleta da equipe do Cruzeiro, Luiz Paulo Antunes, abriu vantagem e disparou na frente. Seu treinador, Alexandre Minardi, não ficou muito contente com a liderança precipitada, já que uma recuperação de Franck Caldeira era quase certeira. “Hoje no Brasil sair na frente do Franck e do Marílson é um suicídio”, previa.

E foi o que aconteceu. Entre os quilômetros 14 e 15, Franck alcançou Luiz Paulo e tomou a liderança com tranqüilidade. O mineiro completou a prova no tempo de 1h03min59. “Eu entrei nessa prova para correr no ritmo de 3min05s por quilômetro, independente da vitória. Mas chegou na metade do percurso abaixei um pouco esse tempo e vi que dava para ganhar”, conta.

A Meia Maratona da Corpore serviu como um treino forte para Franck, que agora disputa a Maratona de Padova, na Itália, no próximo domingo (22). Lá ele busca um índice para a Maratona do Pan.

Hoje os dois melhores tempos brasileiros em maratona pertencem aos atletas Vanderlei Cordeiro e Marílson Gomes, porém, Marílson não vai participar da maratona e sim das provas de pista, por isso abre mão da sua vaga. Assim Vanderlei Cordeiro tem a melhor marca e a segunda terá que ser definida até o dia 22, mesma data da maratona italiana.

“Estou ansioso para saber qual foi a marca do Clodoaldo da Silva, que participa hoje da Maratona de Rotterdam e também busca do índice para o Pan. Mas independente dele e do Pan vou dar o meu melhor na Itália”, diz.

Os irmãos gêmeos Paulo Roberto e Luiz Fernando de Almeida Paula foram respectivamente segundo e terceiro colocados da competição com os tempos de 1h04min29 e 1h04min32. Além da Meia Maratona, o evento também contou com uma prova de seis quilômetros. Os vencedores da corrida foram Luciano Nunes de Lima e Eliane Pereira da Silva.

Os Portadores de Necessidades Especiais também participaram da Meia Maratona Corpore. E dessa vez a prova premiou em dinheiro os cadeirantes, um incentivo a mais para esses atletas.

No masculino o vencedor foi Fernando Aranha com o tempo de 1h07seg. Mas quem chamou atenção foi Erinelda da Silva, única mulher cadeirante da competição. Ela completou o percurso em 1h23min15.

Aos 29 anos, Erinelda é atleta profissional e pode defender o Brasil nas provas de pista do Parapan, porém, com a cadeira de roda quebrada e soldada, ela ainda é dúvida. “Estou com a minha cadeira de competição soldada. Quero muito buscar uma vaga no Pan, mas preciso de uma cadeira melhor, porque com essa não vai dá. Não tenho ninguém em vista que possa me ajudar”, revela.

Ela bateu o recorde dos cinco mil metros do último Campeonato Caixa. Casada com João Correa, outro cadeirante que participou da prova, Erinelda afirma que a corrida é um dos melhores esportes, porque o atleta não depende de ninguém para começar. “Falo sempre para as pessoas que estão numa situação semelhante. Vamos em frente. O que não dá é para ficar parado”, finaliza.

Este texto foi escrito por: Donata Lustosa

Redação Webrun

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