Etiópia é destaque nos 10.000 metros dos Mundiais de Atletismo

Redação Webrun | Atletismo · 01 ago, 2013

Dibaba é uma das promessas para o Mundial de Moscou (foto: Eckhard Pecher/ Licença Creative Commons )
Dibaba é uma das promessas para o Mundial de Moscou (foto: Eckhard Pecher/ Licença Creative Commons )

Depois de 13 Campeonatos Mundiais de Atletismo, é difícil não se surpreender com o profissionalismo dos etíopes na competição dos 10.000 metros. A espera para o Mundial de Moscou, que começa no próximo dia 10, deixa somente uma certeza: este ano não será diferente.

A categoria masculina conta com o apoio forte do o atual campeão Ibrahim Jeilan que tem a modesta marca de 27min02seg81 e Dejen Gebremeskel, que tem um tempo de 26min51seg02, líder do ranking mundial de 2013, medalha de prata nos 5.000 metros nos Jogos Olímpicos de Londres e bronze na mesma prova em Daegu. Abera Kuma, com um tempo de 26min52seg81, segundo lugar no ranking 2013, e o experiente Imane Merga, que tem o melhor tempo de 26min48seg35, completam o grupo da elite.

Já entre as mulheres, é impossível não destacar a atuação da multimedalhista Tirunesh Dibaba. Bicampeã Mundial e Bicampeã Olímpica na prova, a etíope tem como melhor tempo 29min54seg66, além de ser bicampeã mundial e campeã olímpica nos 5.000 metros com o recorde mundial de 14min11seg15.

Líder do ranking neste ano, Difer Meseret também é uma grande aposta. Com um recorde pessoal de 29min59seg20, a campeã Olímpica nos 5.000 metros em Athenas (2004) e Londres (2012) promete atrapalhar os planos de Dibaba do tricampeonato. E completa a equipe Belaynesh Ojira, de 23 anos, quarta colocada no ranking 2013, com um tempo de 30min26seg70.

Etíope Ibrahim Jeilan tem uma marca de 27min02seg81. Foto: Erik Van Leeuwen/ Licença Creative Commons
Etíope Ibrahim Jeilan tem uma marca de 27min02seg81. Foto: Erik Van Leeuwen/ Licença Creative Commons

Recordes – Os recordes mundiais dos 10.000 metros são 26min17seg53, obtido em 2005 por Kenenisa Bekele, infelizmente ausente na disputa, e 29min31seg78, obtido em 2003 pela misteriosa chinesa Junxia Wang, que também possui outras performances muito contestadas e já está aposentada. Na competição, o reinado é de Kenenisa Bekele, com uma marca de 26min46seg, e Behhane Adere, também da Etiópia, com um tempo de 30min04seg18.

Na história – Das 39 medalhas faturadas nos Campeonatos Mundiais, 17 (44%) foram conquistadas pela Etiópia, seguido pelo Quênia, com 12 (31%) medalhas. Somente seis (15%) foram para atletas de países não africanos, sendo um deles naturalizado. Enquanto os etíopes venceram nove vezes, com três atletas diferentes, os quenianos obtiveram três medalhas de ouro, com atletas diferentes.

Na categoria masculina, as lendas Haile Gebrselassie e Kenenisa Bekele venceram quatro vezes cada, sendo os únicos tetracampeões mundiais da prova. O único atleta não africano a vencer uma das 13 edições no campeonato foi o italiano Alberto Covana primeira edição, em Helsinki (1983). Outro ponto a ser considerado é que nos últimos 10 anos a Etiópia faturou nove ouros!

Entre as mulheres, a Etiópia levou 13 medalhas para casa, sendo cinco de ouro, cinco de prata e três de bronze. Já os quenianos reuniram oito medalhas, sendo três de ouro, uma de prata e quatro de bronze. As chinesas vêm em terceiro lugar com cinco medalhas: uma de ouro, duas de prata e duas de bronze.

Este texto foi escrito por: Nelson Evêncio

Redação Webrun

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