A genética possui uma influência em torno de 75% no desempenho esportivo do atleta, sendo que 25 % em média depende do treinamento físico, alimentação, sono, entre outras variáveis. A genética e a ergoespirometria podem ser importantes ferramentas na detecção de futuros talentos esportivos.
Levando-se em consideração a prova de 100 metros no atletismo, onde o atleta que possui um ótimo desempenho é aquele que tem o predomínio de fibras brancas (glicolíticas), e na prova da maratona o predomínio de fibras vermelhas (oxidativas). A ergoespirometria, através da determinação dos limiares ventilatórios pode direcionar o preparador físico a selecionar o atleta que possui o perfil muscular mais adequado para cada modalidade no atletismo e também em outros esportes.
Além de esportes que envolvam também características de potência e resistência, como são os exemplos do tênis, vôlei, futsal e basquete, entre outros.
Estudo de Ben-Zakenet e colaboradores (2015) comparando 137 atletas de corrida, 91 de natação e 217 casos controles, dividiram os atletas de corrida em longa distância (CLD) e curta distância (CCD), e os nadadores também em longa distância (NLD) e curta distância (NCD).
O presente estudo concluiu que enquanto o polimorfismo no gene ACTN3 R577X pode distinguir entre praticantes de corrida de longa e curta distância, o mesmo pode não ocorrer em praticantes de outras modalidades esportivas como a natação, sugerindo assim que o desempenho do atleta é influenciado por fatores ambientais como adaptação, técnica, treinamento, além dos fatores psicológicos que juntos influenciam o rendimento no
desempenho esportivo.
Foto: PocketAlbum/FotoliaNa próxima matéria, apresentaremos como a ergoespirometria pode diagnosticar o predomínio de fibras musculares de um atleta e direcioná-lo para os esportes os quais ele poderá ter um melhor desempenho.
Este texto foi escrito por: Newton Nunes