Dupla brasileira é vice-campeã na prova argentina Cruce de Los Andes

Redação Webrun | Corrida de Montanha · 10 fev, 2011

Fabrizio diz que a regiao onde a prova foi realizada é uma das mais bonitas do mundo (foto: Divulgação)
Fabrizio diz que a regiao onde a prova foi realizada é uma das mais bonitas do mundo (foto: Divulgação)

Das 500 equipes de diferentes nacionalidades que competiram a prova Cruce de los Andes, a dupla brasileira QuasarLontra, formada pelos atletas Rafael Campos e Fabrizio Giovannini, foi vice-campeã da categoria Caballeros B (81 a 100 años), na Patagônia argentina e chilena. O Brasil era o país com o maior número de representantes, com mais de 80 duplas, durante o último final de semana (04 a 06/02) .

Além da excelente classificação por categoria, a dupla também conquistou o quinto lugar no ranking geral e foi a melhor equipe de brasileiros na prova de três dias de duração. Os participantes percorrereram 30 quilômetros por dia, com descanso somente durante a noite, totalizando mais de cem quilômetros ao final da competição.

O evento foi destinado aos adeptos do cross-country, que enfrentaram grandes obstáculos ao atravessar uma parte das Cordilheira dos Andes. Segundo Fabrizio Giovannini, integrante da QuasarLontra, apesar de ser verão, todas as barracas amanheciam duras, cobertas de gelo. “Sair do saco de dormir às seis horas da manhã, colocar a roupa de prova e ir tomar café com uma temperatura levemente abaixo de zero já conta como parte do desafio”, relembra Frabizio.

Desafios – O corredor revela que a região da Patagônia é uma das mais bonitas do mundo, com montanhas rochosas cobertas por neves, florestas na cor verde escuro e lagos azul turquesa, sob um céu totalmente limpo, que compõem um cenário incrível. “Pena que não dá para aproveitar muito, qualquer olhada para os lados é uma torção ou queda quase certa”, alerta o competidor.

Ainda segundo ele, durante boa parte do tempo é preciso pular pedras, desviar de galhos, raízes, touceiras de capim, e escorregar montanha abaixo em encostas de pedras soltas. “No primeiro dia de competição, quando faltavam sete quilômetros para finalizar o trajeto, olhei para uma cachoeira de mais de 20 metros à minha esquerda, estava em uma descida rápida e fui para o chão”.

Para preservar os joelhos, Frabizio de forma institiva se segurou com mão direita, que ficou toda ralada, sem contar a torção do pulso, que incomodou o atleta até o fim da prova. Já depois do segundo dia de competição o brasileiro revela que parecia impossível conseguir se recuperar para correr no dia seguinte.

“Era difícil até andar do pórtico de chegada ao local do acampamento, com poucos metros de distância. Então o que muitos corredores faziam para ajudar na recuperação, além de comer bem, era fazer seções de gelo nas pernas, explica o vice-campeão, que ficou em pé numa lagoa com temperatura aproximada de 6°C.

“A gente se lembrou também das últimas séries de treinos longos e sabíamos que o corpo acaba aguentando. A chegada, como sempre, foi um alívio e logo percebemos havíamos conquistado o quinto lugar na classificação geral e o primeiro entre todos os brasileiros”, comemora Fabrizio, que afirma só não ter sido tudo perfeito porque a dupla argentina Salomon Optitech foi a primeira colocada.

Este texto foi escrito por: Webrun

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