Doença de Chacot Tooth leva a atrofia da panturrilha e dedos em garra

Redação Webrun | Atletismo · 05 ago, 2013

Disfunção genética provoca os dedos em garra (foto: Benefros  Licença Creative Commons)
Disfunção genética provoca os dedos em garra (foto: Benefros Licença Creative Commons)

Uma patologia rara, chamada de Doença de Chacot Too, pode causar sintomas que dificultam a corrida, pois leva a atrofia do músculo da panturrilha e provoca dedos em garra. Também conhecida como atrofia peronial muscular (APM) é um conjunto de neuropatias (doenças neurológicas) genéticas que afetam os nervos periféricos e apresentam sintomas muito variados. A doença atinge os nervos que realizam a ligação entre a medula espinhal e os músculos, comprometendo a condução dos impulsos nervosos.

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Apesar de ser rara, é uma doença que provoca danos na bainha de mielina (cobertura) das células nervosas dos nervos periféricos e a degeneração das mesmas, responsáveis pela condução dos impulsos. Dessa forma, a condução é alterada nos nervos acometidos, prejudicando a sensibilidade dos membros (pernas e pés), movimento, cognição e outras funções também.

No músculo afetado os tecidos ficam desorganizados
No músculo afetado os tecidos ficam desorganizados

Ao exame físico, a doença se caracteriza pela atrofia muscular progressiva da panturrilha, elevação do arco plantar (pé cavo) e dedos em garra. Pode trazer problemas com a marcha, mas não altera a expectativa de vida tampouco causa retardo mental.

Diagnóstico – O diagnóstico da doença é obtido através de minuciosa história clínica, incluindo o levantamento da herança genética do paciente, exame físico, em especial o exame neurológico com testes sensitivos e reflexos de tendões e o resultado da eletroneuromiografia, exame que verifica a condição da integridade dos impulsos nervosos através da atividade bioelétrica dos músculos.

Frequentemente a doença de Charcot é descoberta durante as duas primeiras décadas de vida e evolui pouco a partir daí. O tratamento se resume a sessões de fisioterapia e o uso eventual de próteses ortopédicas para o melhor suporte dos pés.

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Corredores portadores desta síndrome podem correr, porém devem alertar seus treinadores em relação à doença e necessitam permanecer atentos aos sintomas de desconforto em pernas e pés, pois possuem alterações de sensibilidade. Portanto, o volume e intensidade dos treinos deve ser muito bem dosada e mantida em limites seguros.

Este texto foi escrito por: Dr. José Marques Neto

Redação Webrun

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