Delegação de atletismo da Jamaica é testada pela WADA

Redação Webrun | Atletismo · 07 ago, 2013

Powell é um dos jamaicanos acusado de doping (foto: Erik van Leeuwen/ Licença Creative Commons)
Powell é um dos jamaicanos acusado de doping (foto: Erik van Leeuwen/ Licença Creative Commons)

Aparentemente, até o próximo dia dez, quando se inicia o Mundial de Atletismo de Moscou, os jamaicanos serão os centros das atenções.

O primeiro motivo são as baixas que a delegação daquele país sofreu, com a ausência confirmada de quatro velocistas favoritos a medalhas, três deles flagrados em exames antidoping. Depois foi um exame antidoping pré-competição realizado em todos os atletas da ilha que estarão na capital russa.

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As coletas de sangue ocorreram na manhã desta quarta-feira, 7/08, já no país europeu. Ao todo, 44 atletas tiveram de passar pelas seringas da Agência Mundial Antidoping (WADA, em inglês). Todo esse procedimento foi adotado depois que Veronica Campbell-Brown, Asafa Powell e Sherone Simpson foram pegos com substâncias ilegais em seus organismos.

Cambell-Brown foi flagrada em maio, com certo tipo de estimulante. Já Powell e Simpson foram preventivamente suspensos no mês passado, durante a seletiva jamaicana para o Mundial.

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Apesar de flagrada, indícios apontam que Veronica não fez uso intencional de diurético   Foto: LOCOG/ Divulgação
Apesar de flagrada, indícios apontam que Veronica não fez uso intencional de diurético Foto: LOCOG/ Divulgação

Caso de estudo– Após os escândalos envolvendo os jamaicanos, Usain Bolt também foi questionado sobre seus resultados. E o homem mais rápido do mundo rebateu que desde os 15 anos ele é testado e nunca foi pego com substâncias ilegais.

Toda essa capacidade atlética de Bolt já foi alvo de várias análises, mas somente agora alguns pesquisadores conseguiram organizar dados concretos e um modelo matemático capaz de explicar como o velocista consegue atingir marcas tão rápidas.

De acordo com a pesquisa organizada por um matemático da Universidade Nacional Autônoma do México, quando o Raio estabeleceu o atual recorde mundial dos 100 metros rasos (9seg58), em 2009, ele atingiu a velocidade 12.2 metros por segundo, o que equivale a 43,2 km/h. Além disso, os cientistas concluíram que a força máxima do jamaicano atingiu o seu pico com menos de um segundo de corrida, e 50% daquilo que seria sua velocidade máxima.

Bolt atinge velocidades superiores a 40 km/h memso com uma aerodinâmica menos favorável que a maioria dos homens Foto: Nick Webb/ Licença Creative Commons
Bolt atinge velocidades superiores a 40 km/h memso com uma aerodinâmica menos favorável que a maioria dos homens Foto: Nick Webb/ Licença Creative Commons

– Outro dado importante conferido pelos matemáticos foi sobre a quantidade de potência muscular que Bolt precisa gerar para vencer o arrasto (força que faz resistência ao movimento de um objeto). Nos cálculos realizados, menos de 8% da potência muscular do Raio gera movimento, enquanto o restante é todo absorvido pela resistência do ar.

Sendo assim, os matemáticos conseguiram enxergar um segundo fator: a aerodinâmica. A partir dos dados coletados em Berlim (tempo, altitude, velocidade do vento e constituição corporal do jamaicano), os cientistas apontaram que Bolt é menos aerodinâmico que qualquer homem, e mesmo assim ele consegue bater recordes.

A partir desse modelo matemático, e a obtenção de mais dados, os pesquisadores acreditam que será possível estabelecer o que distingue um atleta extraordinário como o Bolt para um velocista mediano.

Este texto foi escrito por: Webrun

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