Passar férias na Argentina, correr uma prova em meio às vinícolas de Mendoza e provar o famoso vinho. O programa de Rachel Wallace, Megan Selvig e outras duas amigas durante a segunda edição da Meia Maratona Caminhos do Vinho é semelhante ao de outras corredoras, mas elas têm uma história diferente.
As quatro meninas são dos Estados Unidos, mas trabalham como voluntárias no Paraguai e decidiram participar da prova como forma de diversão. Rachel fez sua estreia em corridas de rua, enquanto Megan aproveitou para disputar sua primeira meia maratona.
Megan (esquerda de azul) e Rachel (direita) trabalham no Paraguai como voluntárias. Foto: Alexandre Koda/ Webrun“Quis aproveitar a minha semana de férias do projeto social para participar da prova com minhas amigas. Comecei a treinar em outubro”, conta Rachel. “Estou no Paraguai há quase um ano e, como lá o clima é muito quente, começava os treinos às 5h antes mesmo do dia amanhecer”, completa.
Rachel se inscreveu na distância principal, mas depois de sentir dores no joelho na véspera, resolveu trocar para os dez quilômetros. “Eu treinava sem nenhum acompanhamento, apenas com as dicas das minhas amigas que já haviam feito outras provas”, lembra a corredora natural de Virginia. “Pensei que fosse andar a prova toda, mas a energia das pessoas me motivou e consegui intercalar a caminhada com corrida”.
Realizada por ter completado sua primeira competição, Rachel sonha com passos mais largos. “Mendoza foi ótimo, mas estou animada para fazer provas maiores e conseguir chegar aos 21 quilômetros, quem sabe até a maratona”. E ela parece ter aprendido a lição. “Certamente vou buscar aconselhamento de um treinador, mas antes vou aproveitar o delicioso vinho da região”, brinca.
Megan – Entre um alongamento e outro pós prova, Megan Selvig conta sua história, que começa com um problema de mobilidade quando ainda era adolescente. “Eu tive um problema sério e mal conseguia andar. Mas depois de três meses de tratamento fiquei completamente recuperada e decidi que precisava fazer algo de útil”, lembra.
As montanhas (e o vinho) serviram de incentivo para as americanas. Foto: Alexandre Koda/ WebrunEla então decidiu começar a correr e há cerca de dois anos passou a integrar o movimento minimalista, inclusive vestindo um par de vibram five fingers, um dos calçados mais tradicionais da categoria. “O minimalismo me ajudou a evoluir na corrida e não ter mais lesões”.
Sobre a participação na Caminhos do Vinho, ela diz que adorou a energia do lugar e das pessoas. “Correr com as montanhas de fundo foi algo incrível. E o melhor era imaginar o troféu me esperando na linha de chegada: um bom vinho”, finaliza a voluntária que ainda não sabe se vai treinar para uma maratona completa.
Este texto foi escrito por: Alexandre Koda