Crianças e esporte: quando é hora de pegar pesado?

Redação Webrun | Atletismo · 11 out, 2013

Escola, curso de inglês, treino de judô, aula de balé e competição de natação. Essa é a rotina de algumas crianças que, motivadas e incentivadas pelos pais, têm uma rotina de atividades físicas regulares e dedicam grande parte do seu dia para se superar em cada um desses esportes.

Prática esportiva deve ser incentivada desde cedo, de forma leve e lúdica. Foto: Adam Brokes/ stock.xchng Prática esportiva deve ser incentivada desde cedo, de forma leve e lúdica. Foto: Adam Brokes/ stock.xchng

Apesar de benéfica, a pratica esportiva para crianças e adolescentes pode ter sérias consequências se não for feita adequadamente. A compreensão e informação dos pais também é o primeiro passo para garantir um futuro esportivo brilhante na vida dos pequenos.

De acordo com o fisiologista do exercício e professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Paulo Roberto Correia, primeiramente é necessário saber a maturidade da criança. “Uma radiografia simples do punho irá revelar se ela ainda irá crescer ou não. Mudança de voz, pelos pubianos, aumento de quadril são evidências físicas que podem dar uma pista, mas nunca é o fator determinante. Existem adolescentes que são altos e fortes, e mesmo assim ainda irão crescer”, afirma.

Depois de confirmar que a criança já se tornou um jovem, os treinamentos mais pesados podem começar. “Antes desse momento é importante que o treino e as competições sejam lúdicas, leves e divertidas, para que o exercício proporcione prazer”, ressalta Paulo.

O importante é competir – O erro mais comum é convencer os filhos de que o importante é vencer. “Muitas vezes a criança acaba se esforçando além do que o corpo dela aguenta e ultrapassa seus limites para derrotar o colega. Além de comprometer o físico, esse fato também pode trazer problemas psicológicos futuros”, informa o fisiologista.

Segundo o profissional, a mente da criança ou adolescente deve estar sempre focada em superação de si mesma. “Também é preciso avaliar a maturidade psicológica porque, no esporte, disciplina e comprometimento são coisas essenciais. Caso ocorra algum trauma, a criança pode não querer mais praticar atividades físicas e ficar sedentária”, ressalta.

Esforço além do limite pode desestimular a criança e torná-la uma pessoa sedentária. Foto: Rafaela Castilho/ Webrun Esforço além do limite pode desestimular a criança e torná-la uma pessoa sedentária. Foto: Rafaela Castilho/ Webrun

Dentro do prato – São tantas as atividades que às vezes o corpo não aguenta o ritmo pesado e aumentar a quantidade de comida não é a melhor forma de ajudar o organismo. O essencial é prestar atenção no valor nutricional do prato e adequá-la à grande quantidade de exercícios diários.

“Antes de tudo, os pais devem complementar a alimentação básica. Caso o aumento de produtos saudáveis não seja suficiente, um nutricionista deve ser procurado para prescrever a suplementação adequada”, lembra Paulo. Além disso, ele ressalta: “o uso de suplementos deve ser sempre a última opção”.

Diferença hormonal – Adolescência é uma fase complicada, pois com os hormônios à flor da pele, a impulsividade impera. Porém, por meio do esporte é possível desestressar e conhecer outras pessoas que passam pela mesma fase.

Paulo Roberto diz ainda que esse aumento hormonal ajuda na prática esportiva. “Essa mudança eleva o rendimento e facilita sua execução”, conclui.

Este texto foi escrito por: Rafaela Castilho

Redação Webrun

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