Trinta e quatro cidades em 32 países se reuniram para uma causa nobre no último domingo (04/05): participar de uma corrida que levanta fundos para a pesquisa em busca da cura da lesão da medula espinhal.
Ana Borba se recuperou de uma lesão na medula e venceu a prova no Brasil. Foto: Marcelo Maragni para Wings for Life WorldO título entre os homens ficou para o etíope Lemawork Ketama, que correu em Donautal, na Áustria e o feminino para a norueguesa Elise Molvik, que correu em Stavanger, em seu país natal. No Brasil, a Ilha da Magia foi escolhida para sediar a prova. Em Florianópolis (SC), o vencedor foi o paulista César Miguel dos Santos, enquanto a goiana Ana Lídia Borba levou o primeiro lugar entre as mulheres.
Como diferencia, todos os competidores tiveram que enfrentar o mesmo vilão: o carro perseguidor. Ao invés de uma linha de chegada fixa, todos os atletas tinham que “fugir” do veículo e, o último a ser alcançado, ficaria com o título.
No Brasil, a campeã entre as mulheres foi Ana Lídia Borba, que percorreu 37,4 km. A vitória teve um sabor especial para a atleta, já que ela mesma chegou a sofrer um choque na medula cervical em 2009.
“Fiquei um mês na UTI e quatro meses de cadeira de rodas. Fiquei quase três anos sem conseguir competir em alto nível e agora estou de volta. Por isso, assim que fiquei sabendo dessa corrida fiz questão de me inscrever e participar desta causa”, afirmou a triatleta, que participa de provas como o IronMan.
Na categoria cadeirantes masculino, o santista Jaciel Paulino, tetracampeão da São Silvestre, ficou com o título. Ao contrário da prova tradicional, os atletas desta categoria tinham que alcançar o carro perseguidor. Jaciel precisou de apenas 3.870 metros para ficar em primeiro. Entre as mulheres, a vencedora foi Danielle Nobile.
Juntos, todos os atletas levantaram quase R$ 10 milhões para a pesquisa da cura contra a lesão medular. Como disse o vencedor da categoria cadeirante Jaciel Paulino: “Essa não é uma luta pela vitória. É uma luta por algo maior e que não tem fronteira, não tem religião e não tem idade”.
Este texto foi escrito por: Redação Webrun