Correr se torna ‘vício’ insubstituível para atleta que perdeu 30 kg

Redação Webrun | Atletismo · 19 jun, 2013

Próximo objetivo do atleta é correr a Maratona de Buenos Aires (foto: Fábio Costa/Arquivo Pessoal)
Próximo objetivo do atleta é correr a Maratona de Buenos Aires (foto: Fábio Costa/Arquivo Pessoal)

“Eu pesava 108 quilos e não ligava muito, até começar a correr”, ressalta Clayton Freitas, um jornalista que decidiu mudar de vida depois de experimentar o vício de correr. O atleta de 37 anos conta que sentia dificuldade em perder peso quando deu os primeiros passos, mas resolveu deixar o sedentarismo para levar o tênis para as ruas.

O treinamento começou aos poucos, com percursos de cinco e dez quilômetros, até o momento em que Clayton decidiu que não era o suficiente. “Eu sabia que precisaria me livrar do sobrepeso para alcançar distâncias maiores e diminuir meu tempo. Queria correr maratonas!”, exclama.

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Em alguns meses de treino, ele conta que passou a pesar 95 quilos, mas ainda não era o bastante. “No início de 2012, eu tomei a decisão de procurar uma nutricionista esportiva e enfim iniciar uma dieta de verdade. Comecei a comer direito e não parava de correr, até chegar aos 83 quilos em seis meses”, comemora.

Em novembro de 2012, o atleta sentiu que alcançou sua melhor forma e aumentou alguns pontos na autoestima ao ver 79 quilos na tela da balança. “Foi aí que eu me senti bem de verdade”, diz.

O jornalista, que não dispensava visitas em bares, descobriu um vício muito maior: correr. “Se algum dia eu encontrar algo que me faça sentir melhor, talvez eu mude de ideia. Por enquanto, não existe nada que me dê tanto prazer do que poder me superar, diminuir meu tempo e terminar uma prova”, acrescenta.

Com 30 quilos a menos, o atleta começou a encarar suas primeiras maratonas. Foto:Fábio Costa/ Montagem/Arquivo Pessoal
Com 30 quilos a menos, o atleta começou a encarar suas primeiras maratonas. Foto:Fábio Costa/ Montagem/Arquivo Pessoal

Problemas no percurso – Depois de muitos quilômetros, Clayton começou a sentir dores no joelho, mas decidiu não parar. “Eu forcei muito as articulações, até o momento em que agravei tanto a situação que comecei a sentir muita dor. Fui diagnosticado com lesão no menisco direito”, desabafa.

A lesão distanciou o atleta de um dos seus grandes objetivos: participar da maratona de Buenos Aires. “Eu já tinha comprado as inscrições e reservado hotéis no Rio de Janeiro e na Argentina para poder competir. Tive que adiar os planos”, lamenta.

O trauma também o obrigou a abandonar os treinos provisoriamente. “Voltei a engordar, mas mantive a alimentação controlada e comecei a praticar Muay-Thai três vezes por semana pra me manter ativo”, relata.

Insubstituível – Apesar de continuar no ritmo, o corredor revela que as artes marciais não superam sua abstinência. “Desde que eu comecei a praticar artes marciais, melhorei a minha concentração e postura. É raro corredores treinarem membros superiores, mas acho necessário. Pra mim, o Muay-Thai foi um complemento para os treinos, mas nunca uma substituição. Continuo sentindo falta”, reflete.

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Futuro – Clayton afirma que não pretende forçar o joelho e está fazendo todo o tratamento para poder estar às ruas novamente em breve. “Não tenho planos de correr maratona no próximo semestre, mas tenho certeza que ainda vou para Buenos Aires vencer aquele percurso”, conclui.

Este texto foi escrito por: Rafaela Castilho

Redação Webrun

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