Quem é que não gosta de se esticar na esteira e tomar aquele solzinho para relaxar? Com o verão chegando e as praias cada vez mais cheias, é possível ver banhistas abusando e sofrendo com a pele ardida após um dia ensolarado. É comum ouvir reclamações de que o produto não funcionou, mas isso pode ter outra explicação.
A dermatologista Michele Haikal conta que não adianta passar o protetor uma vez só e esperar que o produto dure o dia todo. Estudos mostram que a maioria dos usuários aplicam somente de 25% a 75% do recomendado. Isso não vai resultar em uma boa proteção.
Para os atletas é imprescindível o uso de protetores orais, que são cápsulas antioxidantes Foto: FotoliaMas afinal, qual o fator que eu devo usar?
Segundo Michele a partir do FPS 30 pouco muda a efetividade da UVB (radiação responsável pelas queimaduras de sol) no protetor solar. Lembrando que o parâmetro que mede o bloqueio dos raios UVA (radiação responsável pelo envelhecimento da pele) chama-se PPD. Os fatores mais altos existem por causa da espalhabilidade, ao espalhar muito o protetor o FPS cai consideravelmente. Como os usuários passam apenas metade da dose recomendada é necessário que o produto seja aplicado duas vezes seguidas.
O corredor pode usar o FPS 30 e PPD +++ repassando logo em seguida para assegurar a quantidade certa, mas neste caso, o mais importante é usar um produto que seja mais resistente à sudorese, que grude mais na pele, diz. A dica é que o corredor leve uma quantidade de sachê no bolso, porque todo protetor solar, mesmo que resistente à água, não é resistente ao suor.
Protetor em spray ou líquido?
O spray muitas vezes gera uma aplicação irregular, então deve ser bem espalhado para não manchar a pele. As outras formas variam em gel, creme, fluído, gel creme, sérum, blur, cada um com sua indicação dependendo da pele, explica Michele.
Maior proteção
Michele destaca que para os atletas é imprescindível o uso de protetores orais. Eles costumam vir em cápsulas antioxidantes que diminuem os danos causados ao DNA das células expostas ao sol. A dermatologista explica que esta formulação é feita de acordo com a exposição, cor de pele e riscos envolvidos com este paciente.
Este texto foi escrito por: Christina Volpe