Copa Norte-Nordeste: 19 novos recordes

Redação Webrun | Atletismo · 25 ago, 2002

O 26º Troféu Norte-Nordeste Caixa de Atletismo teve um dos maiores aproveitamentos técnicos de sua história. Ao fim da competição, encerrada na manhã desde domingo, no Estádio Olímpico do Pará (Mangueirão), nada menos que 19 recordes do troféu haviam caído, 15 dos quais pertencentes à equipe do Amazonas. Os demais foram de Pernambuco (2), Bahia e Rio Grande do Norte.

O Amazonas foi, pela sexta vez, o vencedor do Troféu Norte-Nordeste Caixa de Atletismo. Desta vez com grande superioridade, tanto no quadro de medalhas individuais quanto na contagem de pontos por equipe. No quadro de medalhas, o Amazonas conquistou 27 de ouro, 19 de prata e 9 de bronze, totalizando 55 medalhas. O segundo colocado foi o estado do Rio Grande do Norte, com 7 medalhas de ouro, 9 de prata e 7 de bronze, no total de 23. Em terceiro ficou Pernambuco, com 6 de ouro, 6 de prata e 14 de bronze, totalizando 26 medalhas.

Na classificação por pontos, os amazonenses também mostraram grande superioridade, somando 762,5 pontos (435 no masculino e 327,5 no feminino). Em segundo lugar ficou Pernambuco, com 402,5 pontos (197 no masculino e 205,5 no feminino). Na terceira posição apareceu o Rio Grande do Norte, somando 315 pontos (136 no masculino e 179 no feminino).

As atletas que estabeleceram novos recordes no Troféu Norte-Nordeste Caixa de Atletismo foram as seguintes: No feminino, Alessandra Mota Peixoto/AM (51.43 no Arremesso do Martelo), Raquel Monteiro Martins/AM (3.30 no Salto com Vara), Jupira Maurina da Graça/AM (58.76 nos 400m c/barreiras), Gilvaneide Parrela/AM (13.88 nos 100m c/barreiras), Cristiane Ritz/AM (2.03.96 nos 800m e 4.21.67 nos 1.500m), Keila da Silva Costa/PE (13.57 no Salto Triplo), Marily dos Santos/BA (10.51.73 nos 3.000m c/obstáculos), Edna Rodrigues/RN (44.55 no Lançamento do Dardo), além da equipe do Amazonas (46,53 no revezamento 4x100m e 3.46.22 no revezamento 4x400m.
No masculino, foram Alexon Maximiniano/AM (70.74 no Lançamento do Dardo), Anderson Jorge de Oliveira/AM (46.06 nos 400m), Wagner José Alberto/PE (55.80 no Arremesso do Martelo), Marcelo de Souza Bezerra/AM (4.50 no Salto com Vara), Wander Prado de Moura/AM (8.40.33 nos 3.000m c/obstáculos), Edgar Martins/AM (3.46.71 nos 1.500m) e mais a equipe do Amazonas (41.08 no revezamento 4x100m e 3.12.11 no revezamento 4x400m). As marcas de Gilvaneide Parrela e Anderson Jorge de Oliveira foram consideradas as melhores em índice técnico na competição.

Foram três dias de competição de alto nível, com destaque para atletas novos e alguns já consagrados, como o caso de Maria Magnólia de Figueiredo, que aos 39 anos continua mostrando força e talento no atletismo. Além de vencer os 400m rasos, participou da equipe que levou a medalha de prata no revezamento 4×400. “O importante é acreditar no que faz.

Eu acredito muito no atletismo e, por isso, deixo de lado a idade biológica e coloco em prática apenas a idade mental”, disse a atleta, feliz com o seu desempenho.

Pan-Americano Outro que que passou um fim semana de intensa felicidade foi o presidente da Confederação Brasileira de Atletismo, Roberto Gesta de Melo. Ao receber a informação que o Rio de Janeiro será a sede dos Jogos Pan-Americanos de adultos, em 2007, ele iniciou imediatamente as negociações para levar para Manaus os Jogos Pan-Americanos de Atletismo de Juvenis, que serão realizados no mesmo ano. “A escolha da sede acontecerá ano que vem, em Barbados. Mas tenho certeza que conseguiremos também essa vitória”, garantiu o presidente.

Certo de que 2007 será o ano pan-americano para o atletismo brasileiro, Roberto Gesta de Melo já tomou algumas medidas práticas para a organização dos eventos. A primeira foi nomear, ainda em Belém, uma comissão especial para elaborar o plano de organização dos Jogos. Esta comissão está formada pelos treinadores Luiz Alberto de Oliveira e Carlos Alberto Cavalheiro, além do secretário geral da CBAt, Martinho Nobre dos Santos. A partir desta terça-feira, em Manaus, eles começaram a planejar a competição.

Roberto Gesta prevê um futuro muito promissor para o atletismo brasileiro com a confirmação do Rio como sede dos Jogos Pan-Americanos. Segundo ele, agora todos os segmentos da sociedade brasileira, sejam esportistas ou não, terão que se unir em torno do objetivo maior, que é fazer uma competição de alto nível. “O Brasil foi sede dos Jogos apenas uma vez, com a cidade de São Paulo, em 1963”, lembra o presidente.

Ainda esta semana, Roberto Gesta de Melo tentará se reunir com as lideranças políticas do Amazonas para analisar as medidas que devem ser tomadas para deixar Manaus em

Este texto foi escrito por: Confederação Brasileira de Atletismo – CBAt

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