
Inauguração da nova pista no ano de 2003. Certificado classe 1 (foto: Luiz Doro)
No mês de agosto estarei completando trinta anos que treino no Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães, e até parece que foi ontem.
Em 1974, o então governador do Estado de São Paulo, Laudo Natel, inaugurou a pista de atletismo do complexo esportivo. Nessa época, treinava no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (sede de Projeto Adote um Atleta), quando fui convidado para integrar a primeira equipe de atletismo do Ibirapuera, comandada pelos professores Manoel Antônio de Toledo Pires (meu técnico) e o Massao Tateishi, todos, ainda hoje ligados a Secretaria da Juventude, Esporte e Lazer do Governo do Estado de São Paulo.
Um pouco da história do complexo esportivo – O Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães, que reúne o Ginásio do Ibirapuera, foi inaugurado em 1957, idealizado pelo atleta e arquiteto Ícaro de Castro Mello, que empresta seu nome ao estádio de atletismo. O estádio tem capacidade para treze mil pessoas. O Conjunto Aquático Caio Pompeu de Toledo, possui uma piscina olímpica, tanque de saltos e quatro piscinas para aprendizado, com capacidade para cinco mil espectadores. O Ginásio Poliesportivo Mauro Pinheiro tem capacidade para três mil pessoas e, o Palácio do Judô para quinhentas pessoas.
Atualmente, a direção do Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães esta à cargo do professor Aléssio Gamberini Júnior.
Centro de Excelência BM&F de Atletismo – E 1989, o então presidente da Bolsa de Mercadorias & Futuro, Luiz Masagão Ribeiro, cria o prêmio ouro olímpico, para os atletas que trouxessem medalha do jogos e, o Programa de Apoio ao Atletismo, o que é hoje o Clube BM&F de Atletismo.
No ano passado o atual presidente da BM&F, Manoel Felix Cintra Neto, propicia ao Estado de São Paulo e ao Brasil uma pista à altura das melhores do mundo.
A nova pista tem por exigências da IAAF Associação Internacional das Federações de Atletismo, o certificado classe 1 que impõe uma série de padrões de qualidade para poder organizar competições internacionais de alto nível. Existem apenas outras 17 pistas iguais a essa no mundo, duas nas Américas: – em Edmonton, no Canadá, e outra em Kingston, na Jamaica.
O material utilizado é o “sportflex super x performance”, o mesmo que foi utilizado nas pistas dos estádios olímpicos de Barcelona, Atlanta e Sydney. São mantas pré-fabricadas de borracha natural que proporcionam resistência e durabilidade.
Outras novidades, são as pistas laterais de aquecimento e uma rampa com elevação e descida utilizada pelos velocistas.
Este texto foi escrito por: Wandelei de Oliveira