Conheça os benefícios do core training para corredores e triatletas

Redação Webrun | Atletismo · 20 jul, 2012

Exemplo de fortalecimento do core com bola suiça (foto: LocalFitness.com.au/ Licença Creative Commons)
Exemplo de fortalecimento do core com bola suiça (foto: LocalFitness.com.au/ Licença Creative Commons)

Quem leva corrida a sério sabe que o treinamento vai muito além de apenas sair trotando por aí. Reeducação postural, trabalho psicológico e fortalecimento de determinados grupos musculares são algumas das atividades complementares que geram impacto direto nos resultados de um corredor ou triatleta.

O “core training”, ou treinamento de core, é uma dessas atividades. Core é um termo em inglês que significa núcleo/centro, e é justamente a isso que se refere, o trabalho de força na região central do corpo tronco, abdominal e lombar realizado normalmente por exercícios isométricos, como aqueles em que a pessoa fica parada em posição de prancha, contraindo determinados músculos.

Benefícios do core– Ao fortalecer esta região, o atleta faz um importante trabalho preventivo. “O core gera uma longevidade maior ao atleta. Prolonga o período de treinamentos sem ter que parar por lesão”, conta Diego Lopez, treinador da Trilopez Assessoria Esportiva.

Isso significa que as chances de lesão diminuem drasticamente e um corredor pode treinar por seis meses, dois anos, sem ter uma interrupção forçada. “É difícil mensurar ganhos de performance com o core, mas com certeza ele é um dos fatores envolvidos na melhora de desempenho”, diz o técnico.

Correção nos movimentos– Diego explica que “o senso de equilíbrio fica mais apurado. O atleta consegue corrigir automaticamente erros de mecânica do movimento”. Muitas vezes, segundo o treinador, o corredor é resistente mas tem a mecânica errada.

“Se acertar isso, tem um ganho maior ainda em resultados”, continua. Só de colocar o adendo do core em treinos intervalados como correr 15 minutos e fazer exercícios no tempo de parada já “melhora a mecânica e performance no sentido de gastar menos energia com movimentos errados. De dois a quatro meses ele já está adaptado e dá para sentir resultados”, define.

Triatleta versus corredor– Por ser um trabalho complementar, o treinador recomenda sua aplicação principalmente para corredores. Isso porque “o triatleta já trabalha o core nos esportes específicos, como a natação”.

Como um praticante de triathlon tem que treinar ao menos seis vezes por semana duas cada esporte Diego Lopez reforça a indicação para quem apenas corre. “Um corredor tem menos acervo motor e treina em média três vezes por semana. Dá para encaixar o treinamento do core com mais facilidade e ele precisa mais do que um triatleta, por a corrida trabalhar menos essa região”, encerra.

Este texto foi escrito por: Paulo Gomes

Redação Webrun

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