Com sprint final Juliana Gomes fatura 1.500m no Troféu Brasil

Redação Webrun | Atletismo · 01 jul, 2012

Juliana não teve tempo para treinar  mas se mostrou em forma (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
Juliana não teve tempo para treinar mas se mostrou em forma (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)

Direto do Troféu Brasil (SP) – Juliana Gomes, esposa do fundista Marílson Gomes dos Santos, faturou a vitória dos 1.500m no Troféu Brasil de Atletismo com sprint no final, da mesma forma como venceu os 800m, disputado na última sexta-feira (29/05). A representante da BM&F Bovespa marcou 4min20seg84 contra 4min22seg31 de Christiane Ritz dos Santos e 4min26seg07 de Tatiana de Souza Araujo, ambas do Esporte Clube Pinheiros.

Durante toda a prova, Christiane liderou de cara para o vento, enquanto Juliana preferiu ser mais conservadora e se manteve atrás da adversária até a última volta. Nos metros finais ela resolveu arriscar um sprint e conseguiu o primeiro lugar em seu retorno às pistas após a maternidade do pequeno Miguel.

“Usei toda a minha experiência nessa prova, porque não tive tempo suficiente para treinar e me preparar da melhor forma”, conta Juliana. “Usei a experiência de competição e a experiência de casa, com a ajuda do Marílson e do Adauto (Domingues, técnico) que são pessoas fundamentais na minha vida”, completa.

Ela relata ainda que não esperava a estratégia de Christiane de também acelerar na última volta e se controlou para não atacar antes da hora. “Quando ela abriu tive calma para acelerar na hora certa. Não sabia se iria ter pique para o final e ela até poderia ter ganhado de mim, mas eu daria trabalho”.

O outro lado – Chris parabeniza a adversária e afirma que já conhecia a estratégia. “Nós já somos adversárias há muito tempo e ela sempre volta bem após um período parada”, conta a competidora que é especialista em 800m. “Eu queria sair do bolo logo no começo, dei o máximo de mim e arrisquei mesmo sabendo que ela viria forte”.

Mãe coruja – Miguel, filho de Juliana e Marílson, nasceu em fevereiro de 2011 e tem deixado os pais corujas cada vez mais apegados. “Quando ele nasceu eu não queria sair de perto e o Marílson ficou com ciúmes, perguntou se eu não iria cortar o ‘cordão umbilical’. Mas agora o dele está maior do que o meu”, brinca a meio fundista.

Durante os três dias de competição do Troféu Brasil, o paizão não aguentou ficar longe do pequeno e foi logo buscá-lo em casa para acompanhar as provas da mãe. “Quero só ver o Marílson na Olimpíada”.

Este texto foi escrito por: Alexandre Koda

Redação Webrun

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