O ugandense Stephen Kiprotich tem chances reais de se tornar o primeiro atleta de seu país a vencer o circuito WMM – Peter Mooney/ Licença Creative CommonsApós o badalado fim da Maratona de Berlim, em que Wilson Kipsang estabeleceu o novo recorde mundial em provas de 42 quilômetros, as atenções começam a se concentrar nas duas provas restantes do circuito WMM (World Marathon Majors, as maiores maratonas do mundo). Com mais duas provas da temporada 2013-2013 ainda por acontecer Chicago, no dia 13 de outubro, e Nova York, em novembro , dois homens e três mulheres ainda estão no páreo pelo prêmio de um milhão de dólares, dividido igualmente entre as duas categorias.
No masculino a disputa se resume ao ugandense Stephen Kiprotich e ao etíope Tsegaye Kebede. Kiprotich é o atual campeão da Maratona Olímpica e também foi o mais rápido no percurso de 42 quilômetros do Mundial de Atletismo de Moscou.
Além disso, o fundista foi sexto na Maratona de Londres deste ano. Com esses resultados o ugandense tem 50 pontos e ocupa a terceira posição no ranking 2012-2013, atrás apenas de Wilson Kipsang (61) que provavelmente não corre mais em 2013 e Kebede (65). Caso vença a Maratona de Nova York, em 3/11, ele pode ser o primeiro fundista de seu país a conquistar o circuito WMM. Ele só não leva o prêmio se cruzar a linha de chegada abaixo de Kebede ou a partir da quarta posição.
Etíope em vantagem– O cenário para Kebede já é um pouco mais favorável. Atual líder do circuito, o etíope tem 65 pontos. O único resultado desfavorável ao corredor seria a vitória de Kiprotich. Mesmo com um segundo lugar de Kebede, Kiprotich ainda levaria o prêmio de US$ 500 mil pela vantagem em confrontos diretos (o etíope ficou em quarto lugar no Mundial de Moscou, enquanto o ugandense foi ouro).
Rita Jeptoo só será campeã se vencer em Chicago e suas concorrentes não terminarem nas duas primeiras posições na Maratona de Nova York – Foto: Gr5/ Licença Creative CommonsCaso Kebede alcance o pódio sempre com uma posição acima do ugandense, o atual campeão da Maratona de Londres ainda leva o título.
Domínio de quenianas– Entre as mulheres o prêmio de US$ 500 mil não saíra do Quênia. Com três concorrentes em condições de alcançar o título, Rita Jeptoo precisará correr forte em Chicago e torcer para que suas rivais, Edna Kiplagat e Priscah Jeptoo, não consigam boas colocações em Nova York.
Rita tem 40 pontos e ocupa a quarta posição. Vencendo a prova de outubro ela se torna líder, mas não com vantagem suficiente para garantir o título. Já Kiplagat e Priscah vão esperar até o próximo dia 13 para definir qual será a estratégia usada nas ruas de Nova York. Caso Rita não vença em Chicago, a briga pelo prêmio estará apenas entre as fundistas que correrão em novembro.
Este texto foi escrito por: Webrun