
Merritts alega que jamais usaria substância proibida com o intuito de levar vantagem na pista (foto: MachoCarioca/ licença creative commons)
Depois de ser suspenso por doping, LaShawn Merritt, campeão mundial nos 400m em Berlim, no ano passado, poderá ser proibido de participar da Olimpíada de Londres 2012. Em exames realizados, o resultado foi positivo para pré-hormônios testosterona, proibidos pela Agência Mundial Anti-Doping.
A punição confirmada para o atleta é o afastamento das competições até o dia 27 de julho de 2011. Segundo Mark Adams, porta-voz do Comitê Olímpico Internacional (COI), a regra diz também que qualquer atleta punido por seis meses ou mais será banido dos próximos Jogos.
“Essa regra ainda é válida e aplicável a todos os atletas. Cada caso é naturalmente diferente e sujeito a potenciais procedimentos legais, mas as regras do COI são claras, esclarece Mark.
Em um comunicado oficial, a Associação Americana de Arbitragem declarou na última segunda-feira (18/10) que o COI foi contra o código da Agência Mundial Antidoping ao vetar Merrit nos Jogos de Londres. Ainda de acordo com a Associação, o COI é uma instituição signatária do código e, portanto, não poderia agir dessa forma.
Já Merritt, aos 24 anos, admitiu ter usado um produto para melhorar a performance sexual e reconheceu também, nesta segunda-feira, que havia cometido um erro, mas que jamais tomaria qualquer substância para ganhar vantagem na pista.
“Estou ansioso para voltar a competir o mais rapidamente possível e provar que meus sucessos anteriores, inclusive nos Jogos Olímpicos, foram alcançados de forma honesta e justa, garante o atleta americano. Em abril passado, o advogado do atleta, Howard Jacobs, em comunicado, disse que Merritt usou um produto de venda livre que contém dehidroepiandrosterona (DHEA) e pregnenolona, após a temporada de 2009.
Este texto foi escrito por: Webrun