
O brasileiro é o novo Rei da Disney (foto: Arquivo Pessoal)
Fredison Costa, campeão da Maratona da Disney este ano, diz ter vivido um momento mágico ao cruzar a linha de chegada após os 42 quilômetros percorridos nos parques de Orlando. “Foi um sonho e estou feliz por trazer mais um título para o Brasil”, relata. Profissional há cinco meses, ele confessa que decidiu de última hora participar da prova e teve que treinar o psicológico para chegar e fazer um bom resultado.
Na ceia de natal e ano novo tinham muitas comidas gostosas, sobremesas fantásticas, mas eu me segurei. Na hora do brinde com champanhe eu só molhei a boca, porque minha nutricionista me proibiu de tomar álcool, conta. Vice campeão em 2010, ele conta que desta vez estava um pouco nervoso, mas sentiu-se bem do começo ao fim da disputa.
Eu queria muito a coroa do Mickey, enfatiza. Na passagem do quilômetro 10 ele estava no segundo pelotão e viu os adversários a frente abrirem cerca de 600m, quando resolveu partir para o ataque. No quilômetro 15 eu já liderava e a partir daí corri com sobra. Consegui até olhar as atrações do parque em volta.
Depois de passar os 42 quilômetros concentrado em buscar o lugar mais alto do pódio, ele cruzou em primeiro com 2h21min15 e viveu dias de celebridade na terra do Tio Sam. Fui abraçar o Mickey, agradeci aos brasileiros e ao público em geral que estava torcendo por mim e dei muitos autógrafos e entrevistas, lembra o fundista que diz não ter pago cafés e almoços por onde passava dentro do Complexo Disney.
E a fama extrapolou os limites da Flórida, já que uma foto dele saiu num jornal Irlandês e uma repórter o reconheceu no aeroporto de Washington. Apesar do reconhecimento lá fora, aqui as pessoas ainda não sabem quem eu sou. Recém chegado dos Estados Unidos, ele deve voltar aos treinos na próxima semana e ainda vai decidir junto ao treinador o calendário do ano.
História – Fredison chegou a São Paulo na década de 90 e na época era responsável pela irrigação de uma lavoura. Eu corria 800m para abrir um registro, ou dava um sprint para fechar outro, então praticava o atletismo sem saber, lembra. Depois de alguns anos na capital paulista, ele se formou em educação física e passou a trabalhar como personal trainer.
Eu era personal do presidente das Baterias Heliar, até que um dia ele me disse que eu deveria correr maratonas, porque tinha potencial, conta. Com uma ajuda de custo da empresa ele passou a disputar os 42 quilômetros e venceu a Maratona das Praias, em Bertioga.
Ele então fez um teste no atletismo do Pão de Açúcar e há cerca de cinco meses se profissionalizou e hoje se dedica exclusivamente às corridas de rua sob orientação de Irineu Loturco Filho. Minha grande meta é brigar pelo índice olímpico e vou fazer de tudo para conseguir, finaliza.
Este texto foi escrito por: Alexandre Koda