
Juliana teve de ser amparada na chegada pelo staff (foto: Paulo Gomes#8260; www.webrun.com.br)
A opinião geral dos corredores que disputaram os 42,195 quilômetros da Maratona Maurício de Nassau, em Recife (30/09) era quase unânime: a organização foi muito boa, mas o calor é desleal. Dentista na capital pernambucana, Juliana Job de Oliveira correu as três edições e revela que esta foi a mais difícil.
De todos os outros, este ano foi o mais duro. Estava muito quente, conta a corredora, que faz questão de elogiar a organização. Ela está crescendo, não tínhamos uma corrida assim, tão bem organizada e estruturada.
No entanto, aponta fatores que melhorariam a experiência de quem opta por correr a maior distância. Poderiam ter mais postos de hidratação em Boa Viagem e, principalmente, a prova poderia ser realizada em outro mês ou com largada às 6h, ao menos para a maratona. Para o Nordeste tem que ser assim, avalia.
De fato, a temperatura na largada já era de 25°C com sol forte e chegou aos 27°C antes mesmo dos primeiros colocados completarem a prova. Milton Takeshi Sato, bancário de São Paulo, veio correr com a esposa.
Eu tinha esperança que estivesse um pouquinho mais fresco, mas a umidade não estava tão alta como eu imaginava, tive que me hidratar bastante, conta. Ele reforça a opinião de Juliana. Às 5h aqui já está claro, 6h é um bom horário para largada.
Para o aposentado Cleodon José da Rocha, de Abreu e Lima, no interior do Estado, o sol castiga. Ele foi o campeão de 2011 na categoria até 65 anos e correu também a primeira edição. Se não tiver bom preparo e treinamento para a maratona não termina aqui, é complicado, encerra.
Este texto foi escrito por: Paulo Gomes