Quando comecei a correr sistematicamente,seguindo de fato uma planilha de treino em 1998, eu realizava as corridaslongas (uma por semana), que geralmente ocorria aos domingos. Essas corridas giravamentre 24 km e 32 km.
Para se recuperar de um treino desteprecisava de 48 a 72 horas e estaria pronto para outra atividade de intensidadeou exigência igual (com qualidade).
Com o passar dos anos e treinos issofoi mudando, por uma questão de continuidade e adaptação ao físico e mental,mas mesmo assim repleto de fronteiras e limites, seja para ficar correndo porhoras ou imprimir uma alta velocidade isso mais para o lado muscular do que omecânico.
Quando chega a um esforço alto pareceque dali não passa…
Todas as adaptações ao longo dostempos me condicionaram e me credenciaram a conhecer melhor o meu próprio corpoe entender melhor minha mente para buscar um novo o limite.
Cenário: 2012 – Cruce de Los Andes Rumo ao Vulcão 106 km San Martin de Los Andes /Porto Fui Vulcão MochoChoshuenco com elevação de 2754 msnm três dias de acampamento três dias decorridas pelas montanhas 2 banhos em lagos gelados uma dupla um foco buscar o novo (limite da mente e do corpo).

A noite do segundo dia foi um divisorde águas para o meu novo. Cheguei ao meu limite do corpo e da alma, masprecisava correr mais um dia com o meu parceiro Iazaldir (22 km). E pensava: Voltar?!Nunca retroceder jamais.
– nutri, hidratei, dormi por 13horas, acordei para um novo dia, andei , trotei e a corrida para vencer o meupróprio limite que hoje é novo, graças ao Cruce de Los Andes e minha determinaçãoem cumprir a missão que fui fazer 106 km em três dias.
Esta foi a minha melhor corrida, dostrês dias, ao final vibrei, chorei, e disse para mim mesmo Nunca mais euvolto aqui…
12º Cruce de Los Andes Rumo aosVulcões: Villarrica-2874msnm, Quetrupillán 2360msnm, Lanin 3747msnm 2013 Láestava eu novamente…
O novo me faz ir além de minhaspalavras ou desabafos prefiro ser e sempre buscar o que é novo.
Este texto foi escrito por: JOSé VIRGINIO DE MORAIS