O retorno às corridas após quatro anos…

Redação Webrun | · 03 dez, 2010

Após quasecinco anos trabalhando no Webrun (comecei como freela, virei repórter e agoraEditor Chefe), participei de apenas uma corrida de rua e a experiência não foidas melhores. Sem o correto fortalecimento do joelho (que desde criança meincomoda com dores), encarei a Super 40 no Autódromo de Interlagos e só.

 

Na épocafiquei com dores na lateral do joelho e sempre que tentava correr a danadaaparecia. Iniciei fisioterapia, academia, virei ciclista, mas as corridas derua faziam parte da minha rotina apenas no que se refere às coberturas doseventos. Sempre me mantive relativamente bem condicionado, pois eventualmente énecessário um sprint para fotografar ou entrevistar algum atleta.

 

Este ano,porém, recebi o desafio de uma das meninas da assessoria de imprensa do XTerra,circuito de triatlhon cross country. A ideia era correr os 7 km da provanoturna em trilhas na cidade de Fortaleza, no Ceará. Já que eu sempre corropequenos trechos das provas com câmera na mão, notebook nas costas e um montede equipamento, para ir atrás dos atletas, por que não correr uma provainteira? E deu certo.

 

Sempre querecebia convites para correr determinada prova, recusava por temer que meujoelho fosse reclamar. Desta vez não foi diferente, mas devido à insistência dagarota, resolvi aceitar. A preparação não foi como deveria, até pela correriado dia a dia, mas consegui fazer alguns treinos.

 

Voltei paraa musculação muito a contra gosto, fiz umas rodagens leves no Estádio do Pacaembucom a 4any1, rodei 3 km dentro do meu prédio num circuito de 250m e ainda fizum treino de luxo na Patagonia. Lá eu pude correr em terreno acidentado,simulando o que seria em Fortaleza e ainda cheguei à conclusão que o meu antigoreebook não daria conta do recado.


 

Disputa da Super 40 em 2006. Foto: Ricardo Leizer/ Webrun

Comprei umSalomon, fiz algumas rodagens e embarquei ansioso para a prova. Eviteialimentos gordurosos na noite anterior, tomei um café reforçado e parti para acobertura do triathlon durante o dia, sob um sol escaldante. Não tive muitotempo para relaxar, pois esses eventos são corridos, mas consegui comer umsanduíche uma hora antes e me hidratei bem.

 

A largadaaconteceu às 19h, com uma alta umidade e tivemos que correr os primeiros 500mem areia fofa. Passado o funil de largada, todos buscaram a areia dura perto domar, mas em seguida tivemos que voltar para a areia e entrar numa rua decalçamento na cidade.


 

Não achei foto minha, mas serve uma da largada. Crédito: divulgação

Fui bemconservador, numa média de 7 min por km, peguei água em todos os postos dehidratação e aos poucos comecei a ultrapassar alguns coleguinhas da imprensapelo caminho. Entramos numa área de mangue, voltamos para a areia dura da praiae neste momento o vento contra era muito forte.

 

Usei a estratégiade corredores de elite e me mantive atrás de outras pessoas, para que elascortassem o vento para mim (valeu a experiência na teoria rs). Faltando umquilômetro para a chegada avistei as luzes do pórtico e apertei o ritmo parafinalizar em menos de uma hora. Foram 52min37 e uma felicidade imensa porchegar inteiro, sem dores!!


 

Fernanda, da assessoria, foi a responsável por me arrastar para a corrida. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Essa reestreianão poderia ter sido melhor, afinal, sou adorador de provas cross country,consegui trazer mais eventos como este para o calendário do site e ainda estavanuma região belíssima, nas imediações do Beach Park. O XTerra é um dos eventosque mais gosto de cobrir, pelo clima de família e amizade que rola, mesmo entreos atletas de elite. Correr então foi ainda melhor.

 

Agradeço àFernanda da Media Guide, ao Bernardo e ao pessoal da X3M e toda a famíliaXTerra. Agora vou fazer um checkup geral e espero estar apto para correr a Meiada Asics, em agosto, em SP…

Este texto foi escrito por: ALEXANDRE KANITI KODA

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