A prova, Cruce de Los Andes tem essascoisas de: já dói no 1º dia… como saber de ter no 2º dia quilômetros e mais quilômetrosmais duros ainda… o corpo, coitado, já nem consegue mais negociar (correrassim ou assado para amenizar), pois ele sabe que eu não vou parar e o fim daprova é o limite para ele, ou melhor, até onde vou levá-lo.
E nasce o 3º dia de Cruce… aindaescuro e muito frio, em um ônibus para o local da largada o dia vai ganhandocor e barulho, como: vamos lá, o pior já passou, somos fortes e em um tom debrincadeira olho para Iazaldir e digo: só quero que você me aponte para ondedevo correr, indicando que estava muito bem e só pararia de correr ao cruzar alinha de chegada.
Olhando nos olhos dele disse deixaque eu lhe guie hoje, vamos vencer o dia, pois merecemos por tudo que somos erepresentamos para os montanheiros do Brasil e todos aqueles que estão conosco.E ele pediu – calma Zé e silenciou-se… sabendo do que estava por vir (elevai descer a lenhar sem dó – pensamento de Iazaldir).
Subir ou descer, fome ou sede, altodo pódio ou não, trilhas ou vulcões, o foco era ser o mais rápido o tempo todo,mesmo que músculos e tornozelos fossem exigidos acima do limite. Minha mente meleva para onde eu quero! Basta treinar, acreditar e focar naquilo que fuibuscar.

Sabia que o 3º dia é o melhor detodos, para todos vai acabar, ter uma cama, um chuveiro com água quente, ouvira voz da amada, filhos e amigos que me cerca, o pódio é um detalhe depois detantas conquistas em dois dias, o medo já não tem vez, a dúvida sempre fica paratrás, pois o sonho é mais forte, consciente e inconsciente são unânimes em e oquerem para o momento (concluir o plano do maluco 100 km em três dias) eainda fazer muitos amigos não tem preço…
A mesma pedra que no 1º me derruboume ajudou a ficar de pé para o próximo passo e isso me faz continuar em buscado novo limite do corpo e de minha mente.
É assim que ar e água ganham maisimportância em minha vida que neste desafio, são capazes de produzir: gosto,cheiro, desejo, prazer, mesmo que seja ao meio de trilhas, vulcões ou no meiodo nada o tudo sempre estará lá e eu vi e senti isso em cada galopada ou emcada gole de liquido.
Obrigado a todos que estiveram comigode corpo ou alma e aqueles fizeram parte desse contexto.
José Virginio e Iazaldir Feitosa Vice-campeões com o tempode 10m19m21s

Veja AQUI o Garmin do 3º e últimodia.
Veja AQUI as Fotos.
Veja AQUI a Classificação Final.
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Este texto foi escrito por: JOSé VIRGINIO DE MORAIS