A representatividade do dia oito de março vai muito além de ser uma simples data para relembrar o trágico e brutal crime contra as nova-iorquinas que iniciaram todo esse processo evolutivo que ainda vivemos. O dia oito de março representa uma mudança na sociedade injusta em que vivemos.
O discurso pronto e batido que todo dia é o dia da mulher que não deixa de ser verdadeiro tem sim de ser posto em prática e se tornar real, para acabar com essa imagem ultrapassada de sexo frágil.
Mulheres não precisam só de flores, bombons, cosméticos e presentinhos no dia de hoje. Elas ainda precisam de muito respeito e consideração por tudo que são e representam.
Por isso, vão aqui duas dicas culturais para nos ajudar a refletir um pouco mais sobre as mulheres. A primeira é para quem mora em São Paulo e a outra para todo o país.
Se você estiver pela capital paulista, aproveite e vá assistir ao documentário Mulheres Africanas A Rede Invisível, que estreia hoje. O longa reúne depoimentos de cinco africanas de partes distintas do continente, que falam sobre a atual situação feminina na África. Veja o trailer aqui:
Já a segunda opção, apesar de um tema um pouco batido, não deixa de ser uma discussão muito importante. Às 22h o Telecine Cult (canal de TV por assinatura) exibe a comédia franco-libanesa Caramelo, que vê o mundo pela perspectiva de um salão de beleza. O trailer você também pode conferir por aqui:
As duas homenagens são importantes e a data escolhida, mais ainda. Apesar de o dia 8/03 ser simbólico, ele nos faz pensar um pouco mais sobre o machismo diário presente na nossa sociedade e acaba sendo uma boa desculpa para sermos mais reflexivos sobre o nosso papel para a construção de uma sociedade mais digna.
Este texto foi escrito por: RENATO BRASILEIRO SOUZA ARANDA