Nossos queridos leitores, que acompanham diariamente nossas matérias e também as coberturas, muitas vezes podem não ter ideia de como funciona a produção de todo o perrengue que a gente passa… Por isso quero contar um pouco do Iron BR…na minha querida Floripa, com suas belas praias, raparigas, sol brilhando….enfim. Sem mais devaneios e voltemos ao foco!
Nossa redação atual é composta pelos repórteres Paulo Gomes e Fabiana Coletta, a quem eu tenho muito a agradecer, além de mim como Editor Chefe e do nosso editor de vídeo, Emílio Pedrosa, que faz o papel de cinegrafista, editor, diretor, etc….Vocês são jóia galera. Se não fosse por eles nossa cobertura não teria metade da qualidade.
Bom, a parte de planejamento inicia no começo do ano, com nossa equipe de produção buscando os melhores (leia-se mais baratos) hotéis, passagens e ao longo do ano cuidando da logística em Floripa. Na redação começamos cerca de um mês antes….e esse ano ficou super corrido por conta de eventos anteriores, mas deu tudo certo no fim.
Corremos atrás de entrevistar atletas, pedir para o pessoal de design e tecnologia colocar a página de cobertura no ar, gravar os boletins em vídeo e ainda não deixar o site desguarnecido com infos de outros eventos e matérias sem relação com o triatlhon.
Uma parte da equipe chegou na Ilha da Magia na terça feira anterior à prova para preparar nosso estande de venda de fotos, acertar as últimas entrevistas e garantir um bom QG. A correria antes da prova é imensa, com montagem de equipamentos, entrevistas, reconhecimento do local, etc…
Esse foi meu quarto ironman (como jornalista, por enquanto rs). Dois foram feitos como repórter e dois como editor, sempre com o desafio de fazer uma cobertura online em texto. Ano passado era uma novidade coordenar a cobertura com a repórter Monique e a estagiária Mariana, ambas in loco junto comigo. Mas esse ano o desafio foi coordenar o evento com o Paulo in loco e a Fabi remotamente em SP colocando infos que passávamos por celular.
O dia começou às 6h com a chegada no Clube Doze de Agosto para montagem do QG. Eu e o Paulo fomos em direção à praia para a largada e neste meio tempo ligávamos para a Fabi. Com a maré alta sobrava pouco espaço para os atletas na faixa de areia e menos ainda para os jornalistas, que tinham que se amontoar e literalmente enfiar o pé, perna e cintura no mar para garantir boas imagens.
Dada a largada da prova e da nossa cobertura, a todo o momento atualizávamos o que estava se passando. Saída da água, transição, bike, corrida com sol escaldante e trocas de liderança. Ao mesmo tempo em que a Fabi recebia nossas ligações, estava de plantão o Fernando Lira, da tecnologia, em Sampa, para arrumar pequenos defeitos que acontecessem na programação.
E o momento mais emocionante: a chegada do argentino radicado em Niterói, Ezequiel Morales! Claro que estávamos torcendo por um brasileiro, mas ver o Ezeq chegar e vibrar junto com sua esposa, Soledad Omar, foi impagável. Tentamos reproduzir toda a emoção que víamos para as pessoas que estavam nos lendo na net!!
Finalizada a chegada da elite, os outros veículos que faziam cobertura online se despediram do seu público, mas nós ficamos até o final. Só dissemos tchau após a meia noite, com o encerramento oficial da prova, afinal todos os ironmen e women merecessem nosso prestígio!
Após o fim da prova, hora de desmontar nossas tralhas, recolher tudo para o hotel, gravar o último boletim de vídeo e….dormir? Não antes de levar alguns membros da equipe aos respectivos hotéis, terminar de atualizar o site e outras pequenas atividades…fui dormir às 4h….
Segunda-feira, dia de descanso certo? Doce ilusão….segunda-feira 9h, a equipe já estava toda a postos no estande dentro da Expo para entregar as fotos para os competidores. Uma equipe varou a noite cadastrando as fotos no site, outra passou uma agradável noite no laboratório fotográfico imprimindo as fotos finishers…
Houve tempo para correr até a cerimônia de premiação, filar uma bóia e finalizar entrevistas e fotos com elite e amadores… Após o término da EXPO, hora de novamente recolher acampamento e nos recolhermos ao hotel para o merecido descanso….Cheguei por volta de 18h no quarto, capotei numa cama macia com um travesseiro ótimo e só acordei por volta das 20h com o estômago roncando!! Por falar em roncando, o Paulo estava quase…deitou de uniforme mesmo e só acordou às tantas da madrugada!
Junto com as heroínas da resistência, Juliana e Cris, fui comer nas proximidades do hotel…depois de quase uma semana comendo massa e lanche, um arroz, feijão e farofa caiu como um banquete!!! Apesar de ainda não estar recuperado totalmente do cansaço, este escriba junto com a também guerreira Juliana, teve pique para encarar a festa oficial… Hora de relaxar, dançar um pouco e fazer um social com atletas e staffs da prova…
Retorno ao hotel não muito tarde, café da manhã rápido na terça-feira ensolarada em Floripa e finalmente 20 minutinhos para sentir a água gelada do mar e soltar a musculatura na piscina. Mais 10 minutos cronometrados para uma ducha, malas prontas e lá fomos de volta ao Aeroporto para o retorno à Selva de Pedra….
Em resumo: muito trabalho, perrengue, poucas horas de sono, mas….quando é mesmo o próximo?? Ah, daqui um ano!! Estaremos lá!

Chegada emocionante da 1ª brasileira: Vanessa Gianini Restos mortais do nosso fotógrafo, Ricardo Leizer!
Este texto foi escrito por: ALEXANDRE KANITI KODA