Green Race – com poeira até agora

Redação Webrun | · 13 set, 2010

Pessoas corredoras queridas, quem aqui correu a Green Race? Porque eu corri, sofri um bocado mas a-do-rei. Não tem jeito, para correr tem que ter um lado meio masoquista. Onde já se viu gostar de subir piramba num calor estilo Zâmbia, com a umidade do ar tão baixa que a respiração raspava dentro do nariz e da garganta?

Acreditem, até hoje tenho a sensação de que ficou poeira e terra dentro de mim e se eu tossir vai sair uma nuvenzinha terracota. E olha que eu corri só 10K, o que deveria ser um treininho básico e tranquilo. Mas aqueles 4K do começo foram pra separar os homens dos meninos e as mulheres das meninas – subida, subida, subida, descidinha e depois… mais subida. Isso 3 vezes.

Tinha hora que, como bem observou minha amiga Déa, as pessoas andando te ultrapassavam quando vc estava correndo, então o jeito era apelar para o trekkão. Eu quase achei que ia ter que parar no km3, pq revirou tudo e achei que ia terminar a prova conferenciando com o hugo. Mas aí bateu aquela indignação: PARAR?? COMO ASSIM POR EXEMPLO PARAR?? NUMA PROVA DE 10K?? Nem pensar. Aí eu me levantei, bati a poeira do shorts (o que só fez subir uma nuvem de terra ainda maior) e sai correndo. Ou melhor correndinho, e só depois correndo mesmo.

E foi ótimo! Só pena que no percurso de 10K não teve trilha, só estradão de terra – mas mesmo assim o entorno da serra do Japi era bonito. E os participantes eram pessoas bem humoradas e não pentelhas, o que é um super plus. Ao invés daquele povo que fica gritando coisas absolutamente sem graça e se achando hilárias, as piadinhas eram realmente engraçadas e ninguém gritava. Até porque se vc gritasse perigava sua boca encher de poeira terracota.

Com todo esse astral, no km 6 fui me animando e a partir do 7K já estava feliz e correndo solta. Terminei alegrete, empoeirada e com SEDE. E olha que a hidratação da prova estava bem boa, água a vontade para todo mundo. só que ficou um gostinho de como assim já acabou? Fora que eu e a Déira ficamos pensando que para quem quer fazer uma ultra (ahá, aguardem próximo post para mais detalhes e cenas dos próximos capítulos), 10K era ridículo e a gente tinha que fazer disso um longão mais longo.

Resultado: voltamos o mesmo trajeto de volta, ignorando o ônibus da organização (que depois ficamos sabendo se perdeu). Essa foi a parte MAIS engraçada da prova. Voltamos sem compromisso com tempo, ritmo tranquilo, batendo papo e tentando achar alguma cahoeira legal no caminho (achamos, mas a água estava mais congelada do que pensávamos).

E aí sempre tinha umas almas boas que estavam indo de carro e nos viam ali e se compadeciam, provavelmente achando que as 2 mocinhas, coitadas, não viram que podia voltar de ônibus! Então todo mundo olhava com uma cara de “putz!” e perguntava se queríamos carona e olhava meio estranho quando agradecíamos e dizíamos que não, que tínhamos decidido voltar assim mesmo, a pé. Obrigada pessoas simpáticas! Foi ótimo saber que vocês nos dariam carona se algo desse errado. Mesmo.

Chegamos bem a tempo de sentar no boteco com uma coca gelada e assistir a chegada dos primeiros colocados e torcer pelas amigas que correram de equipe e levaram o 1º lugar no revezamento – maior orgulho de vcs meninas!

Enfim, um dia aprazível em Jundiaí – para quem como eu chama correr, suar, fazer força e mais força de aprazível.

Este texto foi escrito por: CORREDORA ZEN 🙂

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