Depois do terceiro Cruce de Los Andes e dois Desafios das Serras, posso dizer que sempre acordo para o último dia querendo terminar logo, porque quero ir para casa, mas logo vem o sentimento de que ser for muito rápido aquele momento bom, iria acabar, pois é…
Neste tipo de prova, o meu último dia é sempre melhor, onde percebo que estou mais rápido e pronto para a montanha (com a mesma vontade do primeiro), com isso correr, sentir e transmitir é muito bom para passar aos amigos.
Os 25 km anunciados para o dia, já não era o grande momento e sim poder brincar momentos antes de largar com pessoas que mais parecem amigos de infância de tanto que conversamos, e trocamos olhares de perguntas: será que eles correrão o tempo todo? Será que eles levam água ou tomam água? Entre outras que o tempo, os risos e brincadeiras possam responder.
Em um percurso que pode dividir em três partes; uma trilha simples no inicio, repleta de areia fofa, uma subida longa rumo ao céu e ao forte frio com chuva e neblina de cegar, onde neste ponto eu e Giliard conseguimos imprimir um bom ritmo e abrimos dos adversários, porém não o suficiente para o último trecho, não pior, muito pelo contrário o melhor do Cruce 2014, uma trilha simples repleta de raízes, lama, pedras no caminho, bambus para dar o tom de perigo, riachos não para refrescar, sim para congelar os pés e uma ótima dose de adrenalina com a velocidade de descer em alta velocidade as trilhas que não paravam de fazer curvas e pequenos tobogãs para aumentar a dose de aceleração para o próximo passo.
Neste trecho vale lembrar que eu estava com um pisante que me atendeu em todas as variantes de terreno: lama, pedras e valetas: Anakonda – La Sportiva. Vale lembrar que é sempre de suma importância, ao buscar uma corrida em montanha, ter um “pisante” onde primeiramente lhe possa proporcionar segurança, conforto e rendimento, para isso verificar a montanha e o clima irá ajudar muito, para o 3º dia de Cruce na montanha, o meu “pisante” era esse.
Eu e Giliard fechamos o terceiro dia na 3º col. feliz com o feito de também poder dividir o pódio com a dupla brasileira formada por amigos como: Carlos Magno (The North Face) e Rafael Sodré (New Balance) do Rio de Janeiro e enaltecer os campeões Pablo Ureta e Daniel Simbron (Columbia) – Argentinos.
Prova: 3º dia de Cruce
Distância: 19.500
Altimetria: 756 á 1518 manm
Tempo: 1h48m25s
Terreno: Areia fofa no plano e nas trilhas, trilha técnica de muitos obstáculos naturais.
Clima: chuva, frio e mormaço
Colocação: 3º lugar no dia e no geral final.
Garmin: http://connect.garmin.com/activity/446532493
Vídeo: https://www.facebook.com/photo.php?v=599552630132351&set=vb.108741349213484&type=2&theater
Este texto foi escrito por: JOSé VIRGINIO DE MORAIS