Desde queentrei no Webventure, empresa dona do portal Webrun, me animo para treinar eparticipar de provas. Leia bem, me animo não significa que treino, ouparticipo de provas… Até hoje.
Temos uma parceria com a 4any1, do Aulus Sellmer, e eu frequentava os treinoscom periodicidade mais ou menos igual a da lua cheia. Até um dia botar nacabeça que precisaria traçar um objetivo, ter uma meta. Procurei a prova maisconveniente, e com a ajuda da Camila, minha treinadora, escolhemos o CircuitoAthenas.
Daí passei a levar os treinos mais a sério. Percebi que é mesmo muitoimportante ter um objetivo. Vira o motivo de treino, para enfrentar frio, garoa,largar o trabalho e ir correr, não parar a volta no meio quando as doresaparecem… Foi pelo menos um mês pensando na prova.
No acumulado dos treinos cheguei a rodaroito quilômetros em um dia. Cogitei encarar os dez e já fazer a inscrição na maiordistância possível da prova deste domingo. Mas minhas outras experiências comesporte me ensinaram que a falta de humildade cobra um preço caro. Escolhi os 5km mesmo, e comoprecisava de um objetivo desafiador, coloquei na cabeça que teria que fazer aprova abaixo de 30 min, e para isso precisava de um pace que tinha dificuldadede manter durante os treinos.
Noite de sábado, kit em casa com tudo separado,passei na casa do meu tio para um encontro light de amigos. Não abdiquei dacerveja, mas bebi bem pouco. Papo vai, papo vem, uma da manhã estava de voltaem casa, preparado para 4h50 de sono (sim, faço questão de calcular cada minuto de sono antes de dormir).
Acordei no susto, achando que tinha perdido a hora. Felizmente ainda estava no horário.Coloquei a camiseta da prova, amarrei bem o tênis, saí. Como na véspera pegueibastante trânsito para retirada do kit, fiz um caminho diferente e parei em umarua próxima, que nem os flanelinhas conheciam. Meia hora antes da largada batia porta do carro, lembrando onde ficava o guarda-volume para deixar meuspertences, chave, etc. O número da prova vinha com um ticket para ele, era sódestacar aqui do… do que? Cadê meu número?! To sem o chip!
Na hora lembrei do envelope, intacto, deixado em cima da bancada do quarto.Faltavam menos de 30 min para a largada e eu precisava voltar pra casa,correndo. Sorte que não era tão longe, e que às 6h30 de um domingo, o trânsitode SP colabora com um projeto de atleta desesperado. De volta ao meu local deestacionamento agora infelizmente descoberto pelos flanelinhas corro paracolocar o número e amarrar o chip no cadarço. O relógio marcava 7h05, já estavaatrasado para a largada.
Zero alongamento, e o aquecimento foi correndo para a largada da prova. Deveter dado menos de um quilômetro. Olho no relógio do pórtico de largada, 9min32,quase ninguém largando junto comigo. Luxo!
Meus primeiros passos já no percurso da prova foram suficientes para desamarraro nó no estômago causado pela ansiedade e dúvida se minha correria ia darcerto. Voltei ao único pensamento que importava. Treinei o último mês paraisso, agora é hora de deixar a cabeça vazia e só pensar em correr, e correrabaixo de 6min/km. Óbvio que também esqueci o frequencímetro e relógio, entãonão teria como marcar meu ritmo.
O que, no fim, achei bom. Corri descompromissado, leve, até a hora de alívio efelicidade em avistar a chegada da prova, com a grata surpresa de ver o relógiomarcando 37min e uns quebrados descontando os 9min32 do horário de largada,meta alcançada! Valeu a pena toda correria! Sucesso!

O resultado!
Na saída, passagem pela tenda da 4any1, confraternização com colegas de corridae treinadores. Comentei com um deles, agora podemos ir sem culpa para o almoçode dia das mães…
Dia das mães?! Esqueci o presente!!!!!
Este texto foi escrito por: DANIEL COSTA