Domingo passado (16/09) foi dia da maior corrida de ruada América Latina: 36 mil pessoas foram à região do Ibirapuera, em São Paulo,para correr a Maratona Pão de Açúcar de Revezamento. Como eu tinha dito no post da Corporate Run, fomosconvidados para participar da prova, com um octeto.
Além de correr eu teria que cobrir, então coube a mim abrira prova para poder trabalhar depois o recomendado é que os corredores maisexperientes da equipe disputem os últimos trechos, por conta do calor. Dos quecorreram na Corporate Run, seis estavam presentes: Eu, Felipe Nino (design),Fernando Lira (TI), Eliana Nascimento (inscrições), Fabiana Carvalho(atendimento) e Juliana Rodrigues (marketing). Juntaram-se a nós o EmílioPedrosa (vídeo) e Daniel Costa (conteúdo).
O sentido real das palavras- Por contada dupla função, eu teria que chegar, arrumar um lugar seguro para deixar oequipamento de cobertura e largar. Por conta do trânsito, tive que dar umalonga caminhada até a arena da prova. Faltava pouco menos de meia hora para alargada quando cheguei. Está apertado, mas dá tempo, pensei.
Fui até a rampa que dá acesso ao pódio e conversei com umsegurança, explicando que era da imprensa e precisava deixar as coisas lá.Tudo bem, mas você tem que conversar com um assessor e a entrada é pelo outrolado, recebi de resposta.
O outro lado, significava que eu teria que dar umavolta de um quilômetro e meio para transpor pouco mais de cinquenta metros.Tentei explicar para ele a situação e fui orientado a seguir reto que pouco àfrente teria uma saída para entrar ali. Neste caso o seguir reto eraenfrentar seis mil corredores posicionados para correr e chegar na linha delargada, onde teria a tal saída. Não erafácil, mas era melhor do que a primeira opção.

Fernando, Fabiana, Eliana, Felipe e Juliana: sol pesou
Foto: Montagem sobre arquivo/ Webrun
Ajuda Animal– Depois de transposta amultidão, onde estava a tal saída? Não via nada além de grades de contenção.Reconheci Ana Luiza Garcez, a Animal, chamei e expliquei que precisavachegar à área vip. Ela prontamente me tomou pelo braço e levou até a tal saídapelo gradil. Rapidamente resolvi a questão de onde deixar as minhas coisas efui para a largada.
Tive de andar mais um quilômetro para contornar toda aestrutura da prova e largar, mas consegui fazê-lo a tempo. Corri tranquilo, semme preocupar com pace porque sabia que não poderia correr rápido com o númerode pessoas envolvido. Em alguns trechos mais estreitos, inclusive, tive detrotar a 7min/km porque o percurso tinha afunilado tanto que os corredores eramobrigados a andar.
Depois de 39 minutos, completei os pouco mais de setequilômetros registrados no meu relógio esportivo e passei a faixa encharcadade suor para o Daniel. Sob 34°C, a corrida do pessoal seria sofrida.

Paulo Roberto de Almeida Paula, 8º na Olimpíada e fujão
Perseguindo o maratonista olímpico– Jánas horas finais de prova e com 90% das entrevistas que precisava fazerconcluídas, avistei Paulo Roberto de Almeida Paula ao lado de seu irmão gêmeo,Luís Fernando. Pelo que pude ver, ambos estavam indo embora, apressados.
Precisava falar com o Paulo Roberto e saí em disparadaatrás dos dois. Quando consegui chegar dentro do Parque já não tinha maiscontato visual com eles, mas sabia a direção em que iam, então apertei o passo.Os vi mais uma vez, correndo. Acelerei e, já na saída do Ibirapuera, passei por Antônio Colucci, que conversava com Danilo Balu e, se não me engano,Nelson Evêncio.
Tá correndo ainda?, brincou Colucci. Preciso falar como Paulo Roberto, esbafori. Ah tá. Eles foram para lá. Fica tranquilo que vocêalcança, disse nosso blogueiro, em forte tom de ironia. Paulo Roberto foisimplesmente o oitavo colocado na Maratona dos Jogos Olímpicos de Londres,então a chance de eu alcança-lo era bem baixa mesmo. Gritei o nome dele, já nofim das forças, os gêmeos pararam, mas não consegui a entrevista: Luís Fernandoexplicou rapidamente que ambos corriam para não perder um voo.
Em tempo: nossa equipe completou a prova em 4h38min05, a925ª colocação de 2350 octetos no resultado geral masculino (apesar de sermosum grupo misto). Valeu, time!
Este texto foi escrito por: PAULO BARROSO GOMES