Corredora Zen :-) testou: Brooks Green Silence + porta chip

Redação Webrun | · 23 nov, 2011

Depois do post anterior reclamando da falta de cores não-rosa para tênis femininos, estou realizada. Pude estrear meu novo e COLORIDO Brooks Green Silence na meia maratona Athenas, que rolou esse fimde aqui em SP.

E colocando em prática novamente minha tese de que tênis bom não precisa amaciar (viu Nishi?), você calça e sai correndo, o Brooks vermelhão & amarelão fez bonito. Comprei na 5ªf, usei para fazer um trotinho de meia hora no sábado e já fui pros 21K no domingão. Resultado: perfeito! Me ajudou a fazer um tempo recorde sub 2h sem bolhas, sem comida de pé no calcanhar ou beiradas, sem atritos machucantes. Nem lembrei que ele existia durante a prova –o que é o ideal quando se trata de tênis de corrida.

O Green Silence tem esse nome porque, segundo a Brooks, tem uma proposta de ser ecologicamente correto. Um aparte: esse terminho me incomoda pacas, apesar da idéia ser bacana. Mas vamos combinar que sustentável MESMO seria correr descalço ou pelo menos não comprar tênis novos e usar os seus até desmancharem. Ao comprar esse tênis, eu já não fui nada sustentável –mas tenho usado ou meus até desmancharem literalmente.

Mas estou saindo do assunto. Voltando ao Green Silence: eco-amigável significa que ele tem solado biodegradável, que 75% dos materiais usados no tênis são reciclados, que as tintas não são tóxicas, que a embalagem tbm é reciclada e vários outros cuidados do gênero. Não vai salvar a humanidade daquele meteoro que todo mundo sabe está chegando, mas é uma ação prática bastante louvável.

Para quem gosta de um tênis mais minimalista –vulgo com amortecimento mínimo– flexível pra caramba e muito muito confortável, esse é o tênis. Além do detalhe não menos importante de ser BONITO, o que no caso significa cores fortes e design simpático. Deixa seus dedos se mexerem dentro do tênis e o pé articular totalmente, ou seja, nada daquela sensação de que seu pé é uma prancha dura que só articula no tornozelo que os tênis com amortecimento maior me dão.

O complemento do teste foi o porta-chip Switcheasy RunAway Nike Plus iPod AnyShoe Adapter (que nome curto e fácil, não é minha gente?). Eu tenho gostado bastante de usar o SportBand da Nike, aquele reloginho que sincroniza com um chip que vai no tênis e te dá pace, cronômetro, quilometragem, calorias e, claro, a hora. Vulgo um pedômetro chic, primo pobrinho de um Garmin da vida, que tem GPS, mostra o percurso, dá pace km a km e provavelmente ainda de te chama de sua linda nos momentos mais duros do percurso.

O único problema é que o chip foi criado pela empresa para (óbvio) ir dentro dos tênis Nike, que têm um espacinho próprio para isso embaixo da palmilha. Até aí, se eu fosse da Nike faria a mesma coisa, estão certíssimos. Só que eu não sou e tenho tênis de tudo quanto é marca, além de sentir falta de usar o reloginho especialmente nos treinos de montanha, onde Salomon rulez.

A solução foi pesquisar na internê e achar um portachip que resolvesse o problema. Achei na gringolândia, via minha amiga Amazon.com. Dos portachips nacionais não achei nenhum que fosse rígido e desse uma protegida contra respingos e chuvinha, então fui nesse mesmo.

Baratex e eficientíssimo. Não acho que ele segure um mergulho no rio (vamos descobrir o que acontece com o chip quando molha em breve), mas tem funcionado muito bem em trilhas e treinos normais no parque. Vi pessoas reclamando que era frágil, mas comigo por enquanto tudo tranquilo, não quebrou nada nem se soltou do tênis.

Achei ÓTEMA solução para quem usa o reloginho ou sincroniza com iPod/iPhone e quer usar seu Conga para correr.

Este texto foi escrito por: CORREDORA ZEN 🙂

Leia também

 

Redação Webrun

Ver todos os posts

Releases, matérias elaboradas em equipe e inspirações coletivas na produção de conteúdo!