Polaina é um nome péssimo, né? Mas fazer o quê se eu escolhi a polaina e não a meia para testar? Eu comprei a Booster, que é da francesa BV Sports no final do ano passado, pensando no Cruce de los Andes, que fiz em fevereiro deste ano. 
Eu já vinha companhando essa ascensão das meias de compressão, o pessoal mais pró dos treinos usando e dizendo que era bacana e, claro, quis dar meu pitaco também. Mas optei pelo modelo polaina e não meia por um motivo simples: em uma prova como o Cruce, usar a mesma meia nos 3 dias é impensável, já que no final de cada dia ela vai estar molhada e emporcalhada. Já a polaina é que nem o manguito, dá para usar mais de um dia se quiser.
A primeira impressão foi da leveza do tecido, bem diferente de alguns modelos que eu tinha provado e que davam uma sensação de lycra ou de meião de futebol. A qualidade do material ficou comprovada no Cruce: secava super rápido e não deixava marcas (vi algumas que deixavam a pele marcada no lugar da costura).

Faz diferença usar? Faz, mas sem exageros. Penso que quanto mais atleta performance vc é, mais diferença faz. Mas as pernas cansam menos e dá uma sensação de que vc consegue fazer mais força sentindo menos. Ou seja, se vc é um corredor não-elite, vulgo pessoa normal, vale usar quando for fazer muuuuuita força e nas provas mais casca.
Prós: material leve e resistente, seca rápido, compressão confortável, alivia cansaço durante as provas.
Contras: esquenta, deixa você com aquele look jogador de futebol e não tem para vender no Brasil.
Este texto foi escrito por: CORREDORA ZEN 🙂