
Depois de alguns meses sem correr/escrever, voltei. Fiquei sem correr pra tentar superar aquelas lesões, herança da maratona, e ainda tenho mais a desculpa de que estava organizando meu casamento, casei.
Conseqüentemente, fiquei sem escrever porque estava sem assunto, já que não estava mais correndo. Acredito que ninguém aqui iria querer saber sobre vestido, restaurante, e todo aquele bla bla bla de festa de casamento, que só concretizou o que eu já imaginava, é muito desperdício! Mas enfim, merece ser compartilhado com algumas pessoas, que nem sempre são todas aquelas que somos obrigados a convidar, o que te faz deixar de fora quem realmente importava, mas isso a gente só aprende depois que passa, e quando você não perde o amigo, viu só, isso é um grande bla bla bla. Quem inventou isso? Eu só queria meu marido. #nofundoeugostei #sobrouvinho
Mas vamos falar de corrida:
Ficar sem correr foi meio estranho. No início eu ficava com raiva de ver alguém correndo (desculpa, mas era) e depois de alguns meses comecei a ficar com preguiça de ver alguém correndo. Então, depois de um tempo sem correr, percebi que as coisas andavam meio sem graça, cadê aquela vida superando desafios, limites, etc?
Um dia desses, tomei vergonha na cara e fui correr, ou melhor, fui sofrer. Corri 2 kms, pensando em parar no terceiro… Meu Deus voltar a correr é difícil como começar, isso me faz reconhecer o esforço de quem esta começando, tem que ser guerreiro!
Fui evoluindo aos poucos, 3 kms, 5 kms, 9 kms…. Então decidi que já podia acompanhar minha cunhada nos treinos dela pra meia maratona. Na primeira semana fiz 15km e no fim de semana seguinte mais 18km. Mais uma vez eu me equivoquei, meu tornozelo começou a doer, passei uns dias com dor e sem poder correr. Drog##@*! Provavelmente vou entrar naquela zona de corredores quebrados que insistem em correr quebrados. Correr é uma dor, mas a gente gosta, fazer o que?
Vai passar e eu vou voltar, devagar e sempre… ou rápido, e de vez em quando!
Imagem: Corrida anual de noivas em Belgrado, na Sérvia (Foto: Marko Drobnjakovic/AP)
Este texto foi escrito por: PATRICIA GUIMARãES PEROTTO