Os riscos que assumimos em uma corrida foi algo que me levou a uma reflexão essa semana. Todos os corredores e atletas estão arriscados a vários acontecimentos e casualidades, sem contar nos que nós próprios causamos seja por insistir contra seus limites afim de superá-los, ou falta de atenção até mesmo falta de técnica.
Tais pensamentos me trouxe a lembrança de um episódio acontecido no meu trabalho. Estávamos em operação na comunidade da Mangueira um tempo antes da pacificação, já havia tido troca de tiros em nossa entrada mas depois das ocorrência estava tudo calmo. Andávamos nos becos e vielas mais tranquilos, e já fazíamos buscas e contato com moradores. Quando conversávamos com um morador, um tiro de fuzil pega um palmo acima da cabeça de um sargento, e outro entre minhas pernas. A primeira ação foi procurar abrigo, depois tentar identificar de onde partiam. A geografia nos era desfavorável, não achamos. Depois de mais patrulhamento nenhum disparo foi ouvido.
Contei essa estória para ilustrar sobre os riscos naturais, que assumimos só por estar fazendo determinada coisa até mesmo uma corrida.
Podemos evitar alguns deles com cuidado com equipamentos, averiguar tênis, alimentos, análise total da prova, percurso, hidratação e etc.
Mas o risco que assumimos em superar nossos limites é complicado demais, e só cada um sabe o seu, onde quer chegar, quando parar. Na verdade são muitas variáveis. Precisamos ter cuidado, é importante conhecer seus limites. Seja minucioso com tudo que circunda sua prova e muito mais com você.
Mas assumimos o risco com satisfação, pois é o que nos move. A corrida é nossa paixão, nosso amor, nossa superação. E para mim ainda mais, como o meu trabalho a corrida é minha honra.
“E o problema é que se você não arrisca nada, corre um risco ainda maior.”
Erica Jong
Este texto foi escrito por: RAFAEL SODRé GONçALVES